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amamentação prolongada

Amamentação prolongada: até quando amamentar o bebê?

Não há como negar que existe um tabu em torno da amamentação prolongada – após os dois anos de idade. No entanto, a Organização Mundial de Saúde orienta que a amamentação seja exclusiva até os seis meses de vida e complementar até os dois anos ou mais. Ou seja, até a mamãe e o bebê se sentirem confortáveis.

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Amamentação prolongada e o nascimento dos dentinhos

Quem opta por continuar amamentando após os seis meses pode reencontrar uma dificuldade do início da amamentação: o bico rachado. Geralmente, os machucados ao amamentar ocorrerem nos primeiros meses de vida do bebê. 

Contudo, conforme o bebê cresce, outras situações podem surgir e fazer com que ocorram novos machucados. Foi o que aconteceu com Thaeme Mariôto. A cantora optou por continuar amamentando a pequena Liz, de um ano. 

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A mamãe revelou que o nascimento dos dentinhos de cima da pequena Liz estão fazendo com que seus seios voltem a ficar machucados. “Como a pega dela é fechada, ela machucou minha aréola. Vocês acreditam? De novo! A parte de cima tá certinha a marquinha do dentinho… que desespero!”, disse Thaeme.

Essa situação acontece porque o bebê ainda não se habituou aos novos “habitantes” da boca e pode levar algum tempinho para que a pega se ajuste. O melhor conselho aqui é ficar de olho e pedir para que o pequeno abra um “bocão” quando for mamar.

Benefícios da amamentação prolongada

A Unicef aponta estudos que, no segundo ano de vida, 500 ml de leite materno fornecem 95% das necessidades de vitamina C, 45% das de vitamina A, 38% de proteína e 31% do total de energia que uma criança precisa diariamente. Você sabia?

“Nossa, mas ainda sai leite ainda?”. “Esse leite não tem mais vitaminas.” “Nossa, vai mamar até ficar adulto?” Essas são apenas algumas das frases ouvidas pelas mães que optam por continuar amamentando seus filhos. 

Mesmo depois dos seis meses, quando o bebê já passa a comer e a ingerir líquidos, o leite materno continua trazendo benefícios como o favorecimento da capacidade cognitiva e proteção contra infecções. 

Além dos nutrientes, há a questão do vínculo entre mãe e filho e das imunoglobulinas, que ajudam a fortalecer a imunidade. Portanto, nada de ligar para os palpites, combinado?

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E depois dos 2 anos?

Esse tempo “a mais” é justamente a dúvida que fica para muitas mães. O aleitamento materno depois dessa idade está relacionado com menor chance de sobrepeso e obesidade, uma vantagem e tanto já que, atualmente, esse é um dos maiores perigos que rondam a infância. 

Por isso, não há uma resposta exata sobre o momento certo do desmame. Tudo depende da decisão da família. O desmame natural deve acontecer quando mãe e bebê acharem que estão prontos para ele. Enquanto estiver bom para ambos, não há nada que os impeça de prosseguir.

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Quais são os contras da amamentação prolongada?

Nutricionalmente, a amamentação prolongada só será um problema se a criança mamar mais que comer outros alimentos. Vale lembrar que o leite materno já não supre as necessidades nutricionais da criança, especialmente de ferro. Se a dieta não for equilibrada, com o leite apenas como suplemento, pode haver falta de vitaminas e outros nutrientes. 

Prolongar a amamentação também pode ser um problema se a ideia do desmame traz algum sofrimento emocional para a mãe, fazendo com que ela seja mais dependente da amamentação do que a criança. Nesse caso, é aconselhável buscar a ajuda de um psicólogo para fazer a transição.

 

 

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