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Métodos contraceptivos usados na amamentação

Logo após o nascimento do bebê, a família está voltada aos cuidados do pequeno, mas logo a rotina vai se acertando e o casal vai voltando à vida normal. Apesar das relações sexuais não serem na mesma frequência, elas ainda existem. E este não é bem o momento de chegar mais um pequenino. Mesmo que vocês desejem ter mais filhos, é preciso esperar cerca de seis a nove meses após o parto, para que o corpo se recupere e possa gerar mais um bebê saudável. Pensando em ajudar, hoje nosso post é dedicado a apresentar os métodos contraceptivos eficazes na amamentação.

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Conheça os principais métodos contraceptivos usados durante amamentação

Você pode precisar experimentar mais de um método para ver qual melhor se adapta. Não tenha pressa e analise direitinho suas alternativas. Converse direitinho com seu médico para obter maiores informações sobre cada um dos métodos contraceptivos usados na amamentação e, mesmo que a decisão final seja sua, ouça com atenção a opinião dele a respeito de cada um.

É importante saber que, até seis semanas após o parto, não é recomendado o uso de métodos contraceptivos com hormônios, pois, tanto a pílula, quanto a gestação em si, alteram os fatores de coagulação do sangue, apresentando riscos de formação de coágulos nas pernas e tromboembolismo venoso no pós parto.

 

Preservativo

Existem duas opções de preservativo, o masculino e o feminino. As famosas camisinhas são uma boa opção para o começo, quando você ainda está escolhendo qual método pretende utilizar. Além de proteger também contra doenças sexualmente transmissíveis. As masculinas são mais conhecidas, fáceis de encontrar e mais em conta. Já a feminina, custa mais caro e é mais difícil de achar para vender. Vale lembrar que você nunca deve usar dois preservativos ao mesmo tempo, pois, ao invés de reforçar a proteção, você estará facilitando que ele rasgue com o atrito entre as borrachas.

 

Diafragma

Este método contraceptivo de barreira é uma espécie de “tampão” e precisa ser encomendado no ginecologista, pois é feito sob medida, de acordo com o tamanho do colo do seu útero. Diferente dos preservativos, ele não é descartável, sendo retirado, lavado e guardado após o uso.

 

Pílula anticoncepcional de progesterona

A única pílula indicada para quem amamenta é a de progesterona de uso contínuo. A pílula tradicional contém, além da progesterona, hormônios sintéticos semelhantes ao estrogênio, que afetam a produção de leite, por isso é contraindicada para lactantes. Ela é tão eficiente quanto, sendo usada até por mulheres que não amamentam.

Este tipo de pílula inibe a menstruação, por isso mulheres que fazem uso dela, não menstruam. Porém, como cada organismo é diferente do outro, existem mulheres que têm pequenos sangramentos por longos períodos. Não influenciando a eficácia da medicação.

O ideal é que se comece a tomar este tipo de contraceptivo somente seis semanas após o parto, para que a produção de leite já tenha se estabilizado. Vale lembrar que, como toda medicação, a pílula de uso contínuo pode ter efeitos colaterais, como a diminuição da libido.

 

Injeção anticoncepcional de progesterona

Assim como a pílula de progesterona, a injeção também possui uma versão com hormônios combinados, onde inclui o estrogênio, essa combinação se chama estradiol e a aplicação é mensal. A versão apenas com progesterona é trimestral e pode ser usada tranquilamente como um eficaz método contraceptivo no período da amamentação. Perfeito para mamães mais esquecidas, que não precisarão lembrar de tomar as pílulas diariamente.

A injeção de progesterona inibe a menstruação e pode causar certo ganho de peso durante seu uso.

 

Implante

Um bastão flexível do tamanho aproximado de um palito de fósforo é introduzido debaixo da pele do braço da mulher sob anestesia local no próprio consultório médico. Semelhante à injeção de progesterona, este implante subcutâneo e pode ser usado por lactantes. Com duração de três anos, este método contraceptivo vai liberando pequenas doses de hormônio constantemente.

Dentre os efeitos colaterais estão uma possível diminuição da libido, ganho de peso, ou até alteração da menstruação, podendo inibir ou tornar irregular e frequente os pequenos sangramentos. Ela também alivia os sintomas da tensão pré-menstrual – TPM – como cólicas.

 

DIU

O dispositivo intrauterino conta com duas versões, com cobre (revestido de fios de cobre) ou com hormônio (chamado de Mirena, que funciona como o implante, liberando progesterona aos poucos), que têm uma duração bem acima da média dos outros métodos, dez e cinco anos, respectivamente. Ambos têm formato de T e são introduzidos no útero para formar uma barreira. Além da diferença óbvia de um ter hormônio e outro não, ainda tem a colocação, enquanto o DIU de cobre pode ser introduzido logo após a expulsão da placenta, no parto, sua versão com hormônio precisa esperar cerca de seis semanas. Em relação à menstruação, o DIU de cobre costuma aumentar o fluxo, já o DIU com hormônio pode inibir ou provocar pequenos sangramentos irregulares.

 

Natural

Apesar de ser mais um mito, do que realmente verdade, algumas mulheres preferem confiar nos 98% de eficácia da produção de leite de uma amamentação em livre demanda, capaz de inibir a ovulação, desde que a mulher ainda não tenha menstruado. Porém, por ser imprevisível, é preciso estar muito atenta a qualquer sinal de ovulação, como muco cervical espesso, lembrando clara de ovo, e combinar o uso de um dos outros métodos contraceptivos citados anteriormente, como o preservativo ou o diafragma.

 

 

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Comentário
  • Olá posso tomar Cyclofemina amamentando? Os ativos são acetato de medroxiprogesterona e o cipionato de estradio. Tentei achar nesse site http://cyclofemina.com.br que tem informações da bula mas não achei sobre esse assunto específico. Aguardo!

    31 de agosto de 2017