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BLW - Introdução alimentar

Pesquisa afirma: BLW não diminui risco de sobrepeso

O método BLW (Baby Led Weaning), difundido pela agente de saúde britânica Gill Rapley, tem ganhado muitos adeptos nos últimos anos. Desde 2008, pais e mães do mundo inteiro seguem o conselho da profissional no livro “Desmame Guiado Pelo Bebê: Como ajudar o seu filho a amar boa comida”: deixem que as crianças se alimentem sozinhas, já a partir dos seis meses de vida.

Com o sucesso do novo jeito de introdução alimentar infantil, estudos e recomendações começaram a aparecer. Aqui no Brasil, por exemplo, desde maio, a Sociedade Brasileira de Pediatria tem um guia com considerações sobre o método. A publicação do documento foi motivada pelo crescente interesse dos pais. Mas, afinal, até que ponto os princípios do Baby Led Weaning são benéficos à saúde do bebê? Uma pesquisa da Nova Zelândia mostrou uma desvantagem importante para as crianças que seguem este tipo de alimentação.

BLW - Introdução alimentar

Segundo o método BLW, os alimentos devem ser apresentados em pedaços para que o bebê possa experimentar sozinho

 

BLW reduz o risco de sobrepeso?

Uma das premissas defendidas por adeptos ao BLW é a que o método previne contra o risco de sobrepeso dos bebês. No entanto, uma pesquisa recente feita por professoras do departamento de nutrição da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, pode decepcionar papais e mamães fãs do guia de Gill Rapley.

Em 2012, as pesquisadoras Rachel Taylor e Anne-Louise Heath acompanharam um grupo de 206 crianças, nascidas na maternidade de Dunedin, por dois anos (tempo de duração do experimento). Os pais de metade destes bebês foram orientados a alimentarem seus filhos com o método BLW. Já a outra metade alimentou os filhos de forma tradicional, com a introdução de papinhas a partir do quarto ou sexto mês de vida.

Comparando a trajetória dos bebês, o trabalho das pesquisadoras concluiu que as chances de um bebê alimentado pelos princípios do BLW desenvolver sobrepeso é a mesma que aquela de uma criança alimentada a colheradas. A média do Índice de Massa Corporal (IMC) das crianças, no final, era a mesma para os dois grupos: 16. Inclusive, as pesquisadoras perceberam uma tendência maior ao sobrepeso no grupo que aderiu ao método de Gill: 10% das crianças desenvolveram sobrepeso, enquanto no grupo da alimentação tradicional foram apenas 6%.

BLW ou alimentação a colheradas

Segundo estudo, crianças que se alimentam a colheradas têm menos risco de desenvolver sobrepeso

Mas não há só pontos negativos. A pesquisa das professoras da Nova Zelândia também constatou que os bebês que fazem uma alimentação baseada nos princípios do BLW são mais receptivos aos alimentos diferentes e tem uma boa relação com a comida. A constatação foi formulada a partir dos comentários dos pais, coletados por meio de um questionário específico.

Ainda sobre o sobrepeso, a pesquisadora Anne-Louise ressaltou que o texto foi feito com uma forma modificada de BLW, com alimentos ricos em ferro. Ainda existem questões a serem exploradas, como a quantidade de nutrientes consumida pelos bebês que estão no controle de sua alimentação. Para isso, a professora garante que as pesquisas vão continuar para avaliar os impactos que o método – desta vez, sem modificações – pode gerar na saúde.

BLW ou alimentação tradicional: qual aderir?

A ciência ainda não sabe explicar se há um tipo de alimentação superior à outra. O Ministério da Saúde do Brasil e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam que a introdução alimentar seja feita de forma gradual: primeiramente com as papinhas e depois com alimentos cortados em tamanhos que não ofereçam risco de engasgo. Esta é uma forma um pouco diferente das premissas que abrangem o BLW.

Por conta deste impasse, a Sociedade Brasileira  de Pediatria aconselha a seguir as recomendações comum às duas: oferecer alimentos variados e respeitar os limites do apetite da criança, para que ela não coma mais do que o necessário. Sem esquecer que o leite materno deve ser oferecido até 2 anos ou mais. Enfim, sem mais comprovações científicas, sempre pensando e agindo com bom senso, a escolha do tipo de alimentação que os pais devem seguir com seus filhos ainda é livre!

 

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