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Como escolher o pediatra?

Um dos desafios da maternidade é escolher o pediatra, sem dúvidas. Afinal, o profissional não é apenas um médico qualquer. Ele será responsável por cuidar da pessoa mais importante de sua vida. Além de ser bom tecnicamente, ele também deve tranquilizar os pais e ter empatia com a criança, criando uma relação de confiança que pode perdurar por anos e até gerações.

É normal ter dúvidas na hora de escolher o pediatra. Muitas mães acabam optando pelo “médico da família”, que cuidou até da mãe ou do pai do bebê quando estes eram crianças. Mas é importante levar em conta diversos fatores.

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Confira dicas para escolher o pediatra do bebê e informações importantes para avaliar o atendimento do profissional durante as consultas

1 – Devo escolher o pediatra ainda na gravidez?

Sim, preferencialmente no segundo trimestre, quando você ainda estiver disposta para procurar. Pode parecer exagero, mas lembre-se que a primeira visita do bebê ao pediatra é ainda recém-nascido, com poucos dias de vida.

Você pode, inclusive, marcar uma pré-consulta com o profissional para conversar com ele sobre suas expectativas em relação ao seu atendimento e verificar se gosta do ambiente do consultório, da disponibilidade do profissional, entre outros aspectos.

 

2 – Posso escolher o pediatra através de indicações?

Com certeza, mas lembre-se de avaliar as preferências das pessoas que indicaram o profissional. Às vezes uma amiga gosta do profissional mas não faz questão que ele atenda o celular, fator que pode ser determinante para você.

Uma dica é pedir a indicação para o seu obstetra ou outro médico que você tenha uma boa relação de confiança. Quando tiver o nome do profissional, use a Internet para buscar mais referências.

 

3 – Qual deve ser a periodicidade das consultas?

Como dissemos acima, a primeira consulta é logo nos primeiros dias de vida. A segunda consulta deve acontecer pouco antes do bebê completar 1 mês de vida. A partir daí, as consultas são mensais até o 6º mês de vida (alguns pediatras estendem esse acompanhamento por 1 ano). Depois, o pediatra examina a criança a cada três meses até os 2 anos. Dos 2 aos 6 anos, os encontros são semestrais e, por fim, anuais.

Mas lembre-se: consultas de emergência não eliminam as de rotina. Na hora de escolher o pediatra, pergunte para o profissional qual é a periodicidade que ele atende os pacientes, se a agenda é flexível (você pode precisar que ele atenda aos sábados, por exemplo) e como é o atendimento de emergência.

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4 – Não tenho indicações. Consigo escolher o pediatra através do livro do convênio médico?

Sim, mas você terá que desenvolver um método mais criterioso de buscar referências do pediatra na Internet. Consulte também o Conselho Regional de Medicina, para ter certeza que não há denúncias contra ele. Também é interessante chegar um pouco mais cedo na primeira consulta e tentar puxar conversa com outros pais que estiverem no consultório.

 

5 – Escolhi um médico super famoso, mas ele vive com a agenda lotada

Costuma acontecer bastante. Alguns profissionais costumam ser famosos e acumulam uma agenda difícil para novos pacientes. Você pode ter passado por isso ainda na gestação, com a escolha do obstetra.

Vale a pena sim tentar uma consulta, até porque as visitas ao pediatra são agendadas com antecedência. Mas não leve em conta apenas a fama do profissional. Avalie outros fatores e, principalmente, como ele reage em casos de emergência.

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6 – É importante ter disponibilidade para atender em casa (em emergências)?

Depende do que você espera. Atendimento em casa, por exemplo, é raro hoje em dia. O importante é que ele esteja disponível para falar com você em emergências. Ninguém quer um pediatra que não pode ser incomodado durante a noite ou finais de semana, por exemplo.

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7 – É melhor se o consultório for perto da minha casa?

Parece besteira, mas é um ponto importante a se avaliar. Com um consultório mais próximo será mais fácil levar a criança em caso de emergência. A longo prazo, quando a criança tiver sua própria agenda (escola, aula de natação, etc), a proximidade também ajuda a conciliar as consultas com a rotina da família, principalmente em grandes metrópoles.

 

8 – Como saber se o pediatra continua se atualizando?

É difícil encontrar um profissional que não esteja sempre estudando, pois a demanda de trabalho e as constantes mudanças exigem isso. Para ter certeza, os pais da criança também devem se informar e fazer perguntas nas consultas – mesmo que já saibam a resposta – para verem o ponto de vista do pediatra.

No primeiro ano de vida do bebê, a amamentação é um assunto que merece muita atenção, neste sentido. Alguns pediatras recomendam complementação com fórmula sem avaliar com critério o desenvolvimento da criança e, pior, sem orientar a mãe sobre a importância do aleitamento materno. Quando temos informação, conseguimos questionar o profissional e avaliar as melhores opções para o bebê.

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9 – Como deve ser a consulta?

O tempo de atendimento depende do profissional, mas pode variar de 30 minutos a uma hora. A consulta normalmente começa com o pediatra perguntando como a criança passou o mês e os pais podem aproveitar o momento para relatar dúvidas. Depois é hora do exame físico completo, quando o pediatra irá pesar, medir, verificar pulmão, orelha, aferir a pressão e analisar a curva de crescimento.

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10 – Devo fazer quais perguntas na primeira consulta? O que observar?

  • Observe o ambiente. É confortável? A temperatura é agradável?
  • Há brinquedos e livros infantis?
  • A secretária é atenciosa? (Lembre-se que ela pode ser de grande ajuda se você precisar encaixar um horário)
  • O pediatra demora muito para atender?
  • Ele atende em hospitais? Quais?
  • Ele responde perguntas por mensagens ou e-mails?
  • Ele atende o celular fora do expediente?
  • Quais são as opiniões dele sobre amamentação, introdução alimentar, imunização, medicina alternativa? (Importante se os pais tiverem posições sobre BLW ou homeopatia, por exemplo)
  • Ele costuma tirar férias com qual periodicidade? Ele deixa algum profissional em seu lugar, em caso de emergência?
  • Ele tem especializações na área?

 

Ter afinidade com o profissional é fundamental. Por mais que ele seja famoso e tenha um ótimo currículo, não será um bom pediatra para o seu filho se você não se sentir à vontade com ele. E não tenha medo de mudar de pediatra. Experimente outras opções e avalie com qual médico você irá criar uma relação de confiança a longo prazo.

 

 

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