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Música alta prejudica a audição do bebê?

O bebê nasce, cercamos o pequeno de cuidados e evitamos ao máximo expô-lo a ambientes e situações que possam prejudicar a sua saúde. Mas os meses passam e a vontade de voltar a ter uma vida social mais agitada faz com que algumas famílias abaixem um pouco a guarda, levando a criança para passeios com mais pessoas e barulho. Mas será que é saudável para o bebê frequentar locais como bares e festas? Será que a música alta prejudica a audição do bebê?

Conversamos com a pediatra Gisele Vieira sobre os danos que a audição do bebê pode sofrer com a exposição a ambientes com muito barulho. “É importante saber que as perdas auditivas podem se desenvolver a qualquer momento e levar a atrasos no aprendizado da criança. A PAIR (Perda Auditiva Induzida por Ruído) acontece quando há exposição frequente a ruídos fortes ou moderadamente altos por um longo período de tempo”, declarou a Dra. Gisele, que explicou ainda que as células e nervos do ouvido interno são desgastados por exposição contínua a sons altos, danificando a sua audição de forma permanente.

Então, em resposta à pergunta principal da nossa matéria, ambientes com música alta podem sim prejudicar a audição do bebê. E isso tem início ainda na gestação. “É possível observar em gestantes que trabalham expostas a níveis elevados de ruído, principalmente quando o trabalho é realizado em turnos, alguns problemas na gestação e até lesões auditivas irreversíveis”, lembrou a pediatra, recomendando que é possível evitar esses danos – ou, pelo menos, retardá-los ao máximo – evitando manter as crianças por um longo período de tempo em locais como festas, shows e bares, além de eventos com fogos de artifício.

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Audição do bebê pode sofrer lesões de forma permanente

O sistema auditivo é um órgão sensorial extremamente delicado e pode sofrer lesões se for sobrecarregado. Essa situação é ainda mais preocupante em bebês, que têm uma sensibilidade auditiva ainda mais apurada.

“A célula ciliada do ouvido interno do bebê sofre com o ruído excessivo e esse abuso pode acabar levando à sua destruição e a um prejuízo irreversível. Não existe medicação ou cirurgia capaz de reverter os danos causados pelo ruído excessivo”, explicou a pediatra, que também lembrou da acomodação auditiva. “Pesquisas revelam que há possibilidade de surgimento de uma acomodação auditiva em decorrência da exposição contínua a sons excessivamente altos. Embora não represente uma perda imediata, isso pode levar a futuros problemas auditivos”.

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E se for algo rápido, de vez em quando?

A Dra. Gisele Vieira explicou que os danos só acontecem quando a exposição é constante e por um longo período de tempo.

Conseguimos amenizar o ruído se for inevitável expor a crianças a ambientes com barulho e música alta?

A melhor forma de prevenir danos à audição do bebê é evitar a exposição prolongada a sons muito altos, com música alta e outros ruídos. Mas sabemos que não dá para evitar algumas comemorações em família. Nesses casos – que devem ser a exceção e não algo rotineiro, que aconteça toda semana por exemplo – a pediatra recomenda o uso de acessórios que protejam o canal auditivo do bebê.

“Os pais podem proteger a audição do bebê com uso de protetores de ouvidos, tampões de espuma moldável ou pré-moldados”, recomendou a Dra. Gisele.

Pessoas falando alto e TV ligada no volume máximo

Ter um bebê em casa é sinônimo de uma vida mais calma, em todos os sentidos. Então é fundamental que os pais protejam os pequenos da agitação dentro de casa também. Esse cuidado inclui aglomerações de pessoas falando muito alto e o volume de eletrônicos como TV e rádio.

“Existem diversos ruídos que nós mesmos podemos evitar, como falar mais baixo e manter aparelhos sonoros com o volume mais brando possível. Além disso, devemos sempre prestar muita atenção quanto à proximidade do bebê dessas fontes sonoras”, explicou a pediatra.

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Como saber se a audição do bebê está saudável?

Você deve ter percebido que logo quando nasce e até perto de completar 3 meses de vida, a maioria dos bebês se sobressalta com ruídos fortes. Quando o pequeno chora, se acalma com a voz da mãe e consegue voltar a cabeça em direção ao som.

Já dos 4 aos 8 meses, os bebês gostam de brincar com brinquedos que emitem barulho e logo depois já começam a “falar” quando alguém conversa com eles. Aos 12 meses, eles já emitem muitos ruídos  a sua maneira e já viram-se para a fonte de ruídos com mais habilidade. É quando também aparece o gosto pela música e a compreensão de palavras simples, como mãe, pai, sim, não e tchau.

Perto de completar 2 anos, o bebê já sabe que todas as coisas possuem um nome e consegue construir frases simples com as palavras que conhece. Neste momento, a criança possui um vocabulário de cerca de 100 e 200 palavras.

“Se a criança não atingir esses marcos de desenvolvimento, os pais devem conversar com o pediatra. Talvez seja necessário encaminhar a criança para uma avaliação com um especialista, pois o desenvolvimento da linguagem está diretamente ligada à saúde da audição do bebê”, explicou a Dra. Gisele.

Quanto mais cedo a deficiência auditiva for diagnosticada, mais fácil será a adaptação da criança na comunicação oral evitando até o risco dela ficar muda. “Um dos principais problemas no diagnóstico tardio de deficiências na audição do bebê é o desenvolvimento da fala. Isso porque a criança aprende a falar ouvindo, portanto, a fala é prejudicada devido à falta de estímulo pela audição, por isso, recomendamos que todos os bebês passem por um rastreio auditivo antes da alta da maternidade com o teste da orelhinha”, lembrou a pediatra.

Seguir à risca a rotina de consultas com o pediatra também é uma medida importante de prevenção nos danos à audição do bebê.

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Consultas regulares com pediatra também auxiliam os pais a manterem a saúde auditiva do bebê

 

A importância do Teste da Orelhinha

O Teste da Orelhinha, ou Triagem Auditiva Neonatal (exame de Emissões Otoacústicas Evocadas), é realizado no recém-nascido já no segundo ou terceiro dia de vida. O exame consiste na colocação de um fone na orelha do bebê. O aparelho está acoplado a um computador e emite sons de fraca intensidade, avaliando as respostas que o canal auditivo do bebê produz.

É fundamental que todos bebês façam o Teste da Orelhinha na maternidade. O teste é obrigatório por Lei. Em bebês normais, a deficiência auditiva é identificada em 1 a 3 crianças em cada 1.000 nascimentos. Já em bebês de UTI Neonatal, essa taxa varia de 2 a 6 em cada 1.000 recém-nascidos.

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Teste da Orelhinha é gratuito e obrigatório em todo o País. Bebês devem fazer o exame ainda na maternidade

 

Entrevista com Dra. Gisele Vieira

Facebook: Pediatra Dra. Gisele Vieira

Instagram: @dragiselevieirapediatra

 

 

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