HomeBebêsVilã ou mocinha? Conheça os prós e contras da chupeta
prós e contras da chupeta

Vilã ou mocinha? Conheça os prós e contras da chupeta

Desde quando estava quentinho no útero, a sucção é um reflexo do bebê. Algumas mamães conseguem até observá-los chupando o dedo nas ultrassonografias. É um reflexo vital para o seu crescimento e desenvolvimento psíquico, já que se trata de uma necessidade fisiológica com liberação de endorfina, resultando em uma sensação de prazer e bem-estar. Então é de se esperar que esse hábito se estenda pelo primeiro ano de vida da criança. Com isso, o uso da chupeta se tornou um hábito cultural e é disseminado há gerações, desde o nascimento. Na matéria de hoje, falaremos sobre os prós e contras da chupeta com informações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

prós e contras da chupeta

Prós e contras da chupeta

Primeiramente é importante lembrar que a amamentação é suficiente para satisfazer a necessidade básica de sucção do bebê. Com o aleitamento materno em livre demanda não há necessidade do uso da chupeta. A Sociedade Brasileira de Pediatria não indica o uso, principalmente em bebês que são amamentados. É a mesma opinião da Organização Mundial da Saúde (OMS). Outro ponto é que a sucção no seio é completamente diferente da chupeta ou mamadeira. A amamentação auxilia no desenvolvimento da mandíbula e demais ossos do rosto, dos músculos necessários para a mastigação, da oclusão dentária e da respiração. Já a chupeta traz malefícios neste sentido. Entenda melhor os prós e contras da chupeta:

 

Prós

  • É um calmante imediato do choro;
  • Ajuda o bebê a dormir com mais facilidade;
  • Alguns estudos colocam a chupeta como uma das medidas de prevenção da morte súbita infantil*. A Academia Americana de Pediatria, por exemplo, recomenda a introdução após a terceira semana de vida e com a amamentação já estabelecida. Mas somente durante o sono!

*Importante: esta opinião não é compartilhada pela área técnica da criança e do aleitamento materno do Ministério da Saúde do Brasil, OMS, UNICEF, WABA (ONG internacional que promove a Semana Mundial da Amamentação) e IBFAN (Rede Mundial que luta pelas leis que normatizam a propaganda de alimentos que podem prejudicar a instalação e manutenção do AM). Esses órgãos entendem ser necessária a realização de mais estudos sobre este assunto controverso.

 

Contras

  • Muitos estudos mostram que a chupeta está associada ao desmame precoce, principalmente com o uso desde o nascimento. Este é um dos fatos decisivos para que a OMS e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) definissem uma recomendação oficial de não utilização de bicos artificiais e chupetas. Esta orientação é compartilhada pelo Ministério da Saúde do Brasil que, desde 1990, implantou a iniciativa Hospital Amigo da Criança. Uma das regras é a não oferecer bicos, mamadeiras e chupetas aos bebês em alojamento conjunto.
  • O uso da chupeta pode levar a deformação na arcada dentária e problemas na mastigação. Atrasos na linguagem oral e problema na fala também são observados.
  • Os prejuízos respiratórios também devem ser levados em conta. Crianças que usam chupeta tendem a apresentar expiração prolongada, reduzindo assim a saturação do oxigênio e frequência respiratória. A respiração acaba ficando mais frequente pela boca (respiração oral), o que piora a elevação do palato (céu da boca), diminuindo o espaço aéreo dos seios da face e provocando desvio do septo nasal. Outro reflexo é o aumento do risco de desenvolver irritação na laringe e pulmões, já que recebem o ar frio e seco (respiração oral), que não foi purificado adequadamente (respiração nasal). A respiração oral também facilita infecções de ouvido, rinites e amigdalites.
  • A candidíase oral (sapinho) e as verminoses também aumentam com o uso da chupeta, já que é praticamente impossível manter o acessório sempre limpo.

Após analisar todos os prós e contras da chupeta, um estudo multidisciplinar publicado no Jornal de Pediatria em 2009 concluiu que o uso da chupeta traz mais malefícios do que benefícios ao bebê. Desta forma, a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que os pais analisem com cuidado se vale a pena utilizar o acessório.

 

Mas ela acalma o meu bebê!

Esta é realmente uma das principais razões para o uso da chupeta. Mas há outras formas de acalmar o bebê. Dar colo, cantar, amamentar – sem a necessidade do uso de nenhum acessório artificial – também são eficientes. Sobre os bebês que chupam os dedos e as famílias acabam introduzindo a chupeta como uma “substituição” à mão, a recomendação é oferecer brinquedos e mordedores adequados para a idade.

Caso você já tenha analisado os prós e contras da chupeta e optado por oferecê-la ao seu bebê, temos algumas dicas importantes para minimizar os malefícios do uso do acessório:

  • Opte pelo modelo ortodôntico, indicado para a idade do bebê. O bico deve ser de silicone, com formato anatômico e furinhos nas laterais. Fuja dos modelos antigos, de látex.
  • Antes do primeiro uso, lave a chupeta com água e sabão neutro. Esterilize em água fervente, por cinco minutos. Repita esse processo pelo menos uma vez ao dia. E lembre-se: caiu no chão, lavou!
  • Troque a chupeta sempre o que o bico rachar, estiver pegajoso ou apresentar qualquer alteração na cor.
  • Quanto maior o tempo de uso, mais malefícios! Quanto menos o bebê passar com ela na boca, melhor! Não ofereça sem a criança solicitar. Outra dica para diminuir o uso é não usar os prendedores de chupeta e ter apenas uma unidade.

 

 

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