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Sono do bebê: um guia com as principais dúvidas

O sono do bebê ainda é um dos principais desafios dos pais, principalmente os de primeira viagem. Estabelecer uma rotina nem sempre é fácil e algumas crianças chegam a trocar o dia pela noite. A matéria de hoje traz informações sobre as principais dúvidas sobre este assunto, com informações do Departamento Científico de Medicina do Sono em crianças e adolescentes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

 

Entenda tudo sobre o sono do bebê

No primeiro mês de vida, o bebê pode chegar a dormir cerca de vinte horas por dia. E uma das funções do sono do bebê é consolidar e armazenar a memória. É dormindo que ele vai lembrar que deve chorar quando está molhado ou com fome, que gosta de chupar o dedo e do colo da mãe. Para o bebê este aprendizado será armazenado durante o sono REM (Rapid Eyes Movement), que trata-se de um sono mais agitado. Já no sono calmo, o não-REM, são produzidos os hormônios de crescimento, a renovação celular, além de outros.

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Os pais devem interferir de alguma forma na rotina do sono do bebê?

Quando recém-nascido não, assim como a amamentação deve ser em livre demanda (quando e pelo tempo que o bebê determinar), o mesmo deve acontecer em relação ao sono. É preciso lembrar que cada criança é única. Algumas acordam a cada uma hora, outras em três e têm aquelas que dormem a sonhada “noite inteira”. Os pais devem observar e conhecer o ritmo do seu bebê, sem dar ouvidos a palpites. Após os três meses, já pode-se iniciar uma rotina para o sono do bebê.

 

É verdade que o número de horas dormidas vai diminuindo?

Sim, o tempo que o bebê passa dormindo diminui conforme o desenvolvimento da criança. Até os dois anos, ela vai dormir 10 horas durante a noite com dois cochilos de uma hora em média: um de manhã e outro à tarde. O sono é essencial para os adultos, mas para os bebês a importância é ainda maior, já que o cérebro dele está em desenvolvimento continuado. Ele precisa dormir para consolidar todos os aprendizados, como sentar, falar, andar, etc.

 

Quais são os problemas que a falta de sono do bebê pode acarretar?

O crescimento é afetado! A criança não desenvolve a memória, fica mais irritada e manhosa e não aprende. E pior, os sintomas são mais intensificados do que nos adultos, porque ela não sabe que, se der uma cochilada, vai conseguir repor o sono perdido.

 

É verdade que a criança tem mais dificuldade em dormir quando está muito cansada?

Sim. O ser humano produz um hormônio chamado melatonina que é fabricado à luz do dia, sendo liberado à noite, em dois picos: final da tarde e entre as 20 e 22 horas, dependendo da faixa etária e da pessoa. Os pais devem perceber quando os sinais de sono da criança aparecem ainda no início e devem colocá-la para dormir antes do organismo liberar adrenalina – que é quando o bebê fica mais irritado e acaba despertando. No final da tarde deve-se reduzir os estímulos e iniciar a rotina de sono do bebê.

 

Por quanto tempo o bebê ainda vai acordar durante a madrugada?

Pode durar meses e há crianças que chegam a anos, mas este tempo deve ser compensado em outros horários, incluindo a mãe (ou quem acorda quando a criança desperta durante a madrugada). Por conta da enxurrada de hormônios da gravidez, o sono da mãe passa a ser igual ao do bebê, polifásico. Ou seja, são curtos períodos em que ela atinge todos os estágios de sono rapidamente e se refaz para poder acordar na hora seguinte. Com o crescimento da criança, o sono volta a ser contínuo.

 

Aquele velho conselho para a mãe no pós-parto de que se o bebê dormir,  ela também deve dormir ajuda de alguma forma?

Nem sempre, porque a mãe aguenta um pouco mais do que o recém-nascido. Ela pode dar um cochilo pela manhã e outro à tarde, e já terá um descanso bastante válido.

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Criar uma rotina é um dos segredos de um sono saudável?

Sim, manter uma rotina de sono é muito importante. O ambiente também é fundamental, pois o quarto precisa ser o mais ventilado e tranquilo da casa e não pode ser muito claro e nem muito escuro. Colocar somente roupas confortáveis, de puro algodão e sem botões e bordados que possam incomodar. Um banho no final da tarde também ajuda a relaxar.

Durante o dia é bom deixar as janelas abertas para a criança perceber a diferença entre claro e escuro?

As crianças começam a perceber essa diferença somente aos 3 meses, mas os pais podem se habituar a isso já desde recém-nascido. É preciso criar uma rotina e mostrar a ela que existe o barulho natural da casa durante o dia e que a noite o ambiente fica mais tranquilo.

 

É aconselhável privar o cochilo da tarde para o bebê dormir à noite?

Não, o processo é fisiológico. Se ele não tirar o cochilo, o bebê corre o risco de dormir antes da hora e ficar mais desperto durante parte da madrugada. Os pais devem respeitar os horários das sonecas.

E em que idade o cochilo pode ser retirado?

É a própria criança quem vai indicar. Assim como na amamentação, chega a hora em que ela se desinteressa. Vai chegar o momento em que ela passará o dia inteiro sem dormir, sem ficar irritada e dormirá bem a noite. Mas atenção à duração dos cochilos: eles costumam durar em torno de uma hora. Mais do que isso, pode atrapalhar o sono do bebê à noite.

Algumas mães têm receio de fazer o bebê dormir no colo para não acostumá-lo “mal”. Precisa ter essa preocupação?

O colo sempre foi uma extensão do útero. A criança está ouvindo o coração da mãe bater e sente-se aconchegada e amada. Mas ele deve ser um recurso para tranquilizar o bebê e não para dormir. A mãe pode dizer palavras afetuosas: ‘Vou pegar você no colo, nós vamos dormir, eu vou cantar umas musiquinhas e depois cada um irá para sua cama’. Mesmo que a criança ainda durma no berço no quarto dos pais, deve obedecer a uma rotina e ir para o berço ainda sonolenta. Assim, se ela acordar não precisará novamente do colo para adormecer. Mas não recomendamos, por exemplo, as técnicas que deixam a criança chorando sozinha no berço até dormir. Esse tipo de situação pode deixar o bebê inseguro, sem saber o que está acontecendo. Cada família deve adaptar uma rotina de sono que funcione para os pais e para o bebê.

 

Muito colo pode deixar a criança manhosa?

Bebê fica manhoso em qualquer hora e com motivo, normalmente para chamar a atenção dos pais. Não tem relação apenas com colo. Muitas famílias deixam os bebês mais tempo no berço, bebê-conforto ou carrinho para evitar esta “manha do colo”. Só que o contato físico é extremamente importante. Está com medo de associar colo e sono? Utilize também outros recursos, como ler uma história, cantar uma música, colocar no berço com um objeto de transição (naninhas) e conversar com a criança.

 

E para aquelas crianças de 1 ano que ainda acordam de madrugada?

Nessa fase, o bebê quer atenção, está molhado, com medo ou até fome. Em alguns casos é preciso readequar o horários das refeições para que a criança consiga passar um tempo maior sem se alimentar. Não dá para jantar às 17h, dar mamadeira às 20h e desejar que ela durma até às 6h da manhã. Nessas condições, a criança vai acordar com fome. O excesso de leite também pode incomodar. Os pais devem sempre buscar a orientação do pediatra e observar a rotina diária do bebê para entender porque ainda está acordando durante a madrugada. A grande maioria dorme a noite toda a partir de um ano ou dois de idade, com exceção de mudanças da rotina, como doença e viagens.

E quando o bebê troca o dia pela noite?

Muitas vezes é para compensar a falta dos pais durante o dia. Então, com a chegada deles à noite, a casa fica agitada e ele quer participar da rotina familiar. Nesse caso, é preciso brincar com a criança por meia ou uma hora e iniciar o ritual do sono: colocar pijama, escovar os dentes e diminuir os estímulos. Também é necessário checar se a criança não está dormindo demais durante o dia, independente se fica com um dos pais, na casa dos avós ou na escolinha. Em algumas dessas situações, o cuidador permite que ele estique o cochilo para poder realizar alguma tarefa durante o dia mas não é o ideal, pois prejudica bastante o sono da noite.

E pode dormir na cama dos pais?

Não é indicado em nenhuma idade, por questão de segurança e conforto. Ocasionalmente, tudo bem, no caso de doença, ou quando a criança quer proteção e carinho em um local estranho, mas não recomenda-se que seja uma rotina.

 

No quadro abaixo você confere a recomendação oficial da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) com a quantidade de horas que uma criança deve dormir nos primeiros dois anos de vida:

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