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Teste do Pezinho: entenda a importância do exame

O Teste do Pezinho é um dos exames essenciais nos primeiros dias de todo recém-nascido. É realizado a partir de sangue coletado do calcanhar do bebê, entre o terceiro e o quinto dia de vida. O exame identifica doenças sérias, que não apresentam sintomas no nascimento mas, se não tratadas precocemente, podem causar deficiência intelectual e sérios prejuízos para a qualidade de vida da criança. Apesar de ser já tradicional, muitas pessoas ainda não entendem a importância do exame e nem o que ele detecta. Nesta matéria, vamos esclarecer as principais dúvidas sobre o Teste do Pezinho.

 

Importância do exame

Vamos começar falando da importância de realizar o exame o mais rápido possível. Com o diagnóstico precoce é possível iniciar o tratamento adequado nas primeiras semanas de vida do bebê e evitar consequências graves no futuro. Principalmente porque a maioria das enfermidades é assintomática no início e, quando aparecem, já estão em seus estágios mais graves.

Algumas maternidades realizam o Teste do Pezinho antes da alta hospitalar, enquanto outras emitem encaminhamentos para a sua realização fora do hospital. Clínicas particulares oferecem a coleta domiciliar, o que pode ser interessante para quem não deseja sair com o bebê ou optou pelo parto em casa, por exemplo. O mais importante é se informar sobre todos os procedimentos ainda durante a gravidez e se certificar que o bebê realize o exame até o 5º dia de vida.

O exame – também conhecido como triagem neonatal – foi trazido ao Brasil pela APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) em 1976 e é obrigatório em todo o País. Não há contraindicações (bebês prematuros também devem realizar o exame) e nem efeitos colaterais.

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O Teste do Pezinho

O Teste do Pezinho é realizado através de amostra de sangue do calcanhar do bebê. A coleta é feita nesta região devido ao grande fluxo sanguíneo da área e os especialistas garantem que não dói tanto quanto parece. O resultado pode demorar até 30 dias, mas é comum que esteja pronto em até uma semana. Quando detecta alguma alteração, o laboratório solicita uma nova coleta para a confirmação do diagnóstico. O exame básico detecta seis doenças:

  • Fenilcetonúria: causada pela ausência ou diminuição da atividade de uma enzima que quebra a fenilalanina em tirosina, o que pode levar a um quadro clínico de deficiência intelectual;
  • Hipotireodismo congênito: decorrente da falta ou produção insuficiente de hormônios da tireoide, que são essenciais para o desenvolvimento neurológico;
  • Deficiência de biotinidase: impede que a vitamina biotina, presente nos alimentos, seja aproveitada pelo organismo, o que interfere no desenvolvimento intelectual da criança;
  • Fibrose cística: doença crônica que atinge os pulmões, pâncreas e o sistema digestivo, causando secreções pulmonares e má absorção intestinal;
  • Anemia falciforme: causada por uma alteração na estrutura da molécula de hemoglobina e compromete o transporte de oxigênio, provocando graves prejuízos a diferentes tecidos e órgãos;
  • Hiperplasia adrenal congênita: afeta o funcionamento das glândulas adrenais e pode influenciar no desenvolvimento sexual da criança;

Importante: esta matéria traz as doenças detectadas pelo Teste do Pezinho (básico) em São Paulo. No Brasil, a lista varia conforme o Estado. Obrigatoriamente, a fenilcetonúria e o hipotireoidismo congênito são sempre pesquisadas.

 

Teste ampliado

Além do exame básico, é possível fazer o teste ampliado, oferecido de três formas. O primeiro é conhecido como MAIS e detecta outras quatro doenças (deficiência de G6PD, galactosemia, leucinose e toxoplasmose congênita). Já o SUPER investiga 48 enfermidade (incluindo as do teste básico e as do MAIS). A especificação das doenças investigadas pelo teste avançado varia de acordo com o laboratório ou hospital que disponibiliza o exame.

Outra variação é o Teste do Pezinho para SCID e AGAMA, que detecta um grupo de doenças genéticas graves nas quais não há produção de células de defesa e nem de anticorpos protetores. Esta investigação pode ser associada a qualquer um dos testes acima ou a critério médico.

As versões ampliadas do Teste do Pezinho podem chegar a custar R$ 1.500 e alguns planos de saúde oferecem cobertura. Em caso de dúvidas, consulte o seu convênio médico. Há projetos de lei em andamento que solicitam a ampliação do teste na rede pública.

Também é possível obter mais informações com a APAE de São Paulo (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), serviço de referência em triagem neonatal e que realiza o exame em vários Estados. Para informações sobre sua região, ligue para (11) 5080-7000 ou envie e-mail para atendimento@apaesp.org.br.

 

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