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aparelhos eletrônicos na infância

Como lidar com o uso de aparelhos eletrônicos na infância?

Internet, facebook, instagram, jogos online, videogame, televisão, tablet, computador, skype, celular, netflix, whatsapp, youtube, entre outros nomes que começam a fazer parte da vida das crianças cada vez mais cedo, até mesmo quando ainda são bebês. E cresce a preocupação dos pais com o abuso da exposição a aparelhos eletrônicos na infância.

Chega a ser impressionante como as crianças de hoje já parecem nascer sabendo mexer nos aparelhos eletrônicos e chegam a ensinar os adultos, mesmo que tenham sido apresentadas à tecnológica há pouquíssimo tempo. Mais chocante ainda é nos deparar com bebês que ainda não falam, mas já sabem usar os dedinhos nas telas e conseguem encontrar com facilidade o desenho que desejam assistir.

É a nossa atual realidade, mas é preciso e há formas de estabelecer limites para o uso de aparelhos eletrônicos na infância.

aparelhos eletrônicos na infância

Uso de aparelhos eletrônicos na infância começa cada vez mais cedo e preocupa atual geração de pais.

Como colocar limites no uso de aparelhos eletrônicos na infância?

Não podemos negar que as tecnologias vieram para ficar e que trazem benefícios e facilidades para o dia a dia, mas como podemos ensinar as crianças a usarem com responsabilidade e limites?

Precisamos lembrar que as crianças estão em desenvolvimento e passar horas e horas em frente às telas, assistindo desenhos e participando de jogos online não seja uma escolha muito saudável. Elas ficam tão concentradas que esquecem do mundo ao seu redor e acabam deixando de fazer outras atividades e viver outras experiências.

Reclamar, brigar e colocar de castigo podem não adiantar nada se os pais também não estão encontrando o próprio limite de uso. É importante perceber quanto tempo as crianças passam usando essas tecnologias e se demonstram interesse por outras coisas. E nos questionar, quanto tempo nós também passamos conectados?

Não vamos mais a lugar nenhum sem utilizar aplicativos, seja para ver o trânsito, ou pegar um carro. Ficamos o dia inteiro vendo fotos nas redes sociais e conversando com nossos amigos por aplicativos de mensagem.

Pesquisas já mostram que algumas crianças sentem que os pais passam mais tempo usando aparelhos eletrônicos do que com eles. Vale lembrar que os adultos, especialmente os pais, são exemplos para as crianças. Elas se espelham nas nossas falas, mas principalmente nas nossas atitudes. Então se você não quer que o seu filho use celular durante o jantar, mas você usa o seu, como irá estabelecer esse limite?

aparelhos eletrônicos na infância

Exemplo em casa é fundamental para estabelecer limites no uso de aparelhos eletrônicos na infância.

Existem conseqüências no uso exagerado de aparelhos eletrônicos na infância?

Ainda não existe um consenso sobre quais as conseqüências do uso exagerado das mídias e redes sociais por crianças, mas alguns especialistas já falam em risco de dependência da tecnologia. Também existe a preocupação com o desenvolvimento das crianças, especialmente quando pensamos em obesidade, por causa do estímulo ao sedentarismo e da falta de exercícios. Não há como ignorar ainda a possibilidade de problemas na visão, por causa do tempo em frente a uma tela.

Uma pesquisa realizada pela AVG Technologies no ano passado com famílias de todo o mundo mostrou que 66% das crianças entre 3 e 5 anos de idade conseguia usar jogos de computador, 47% sabia como usar um smartphone, mas apenas 14% era capaz de amarrar os sapatos sozinha. A geração que tem acesso irrestrito às novas tecnologias ainda é muito nova, então talvez as conseqüências apareçam aos poucos, nos próximos anos.

Para o desenvolvimento saudável de uma criança é muito mais interessante interagir com pessoas e brinquedos, do que somente com telas.

aparelhos eletrônicos na infância

Pais devem monitorar atividades dos filhos e impedir que o uso de aparelhos eletrônicos na infância impeça a criança de brincar.

A importância do brincar

Hoje em dia, por questões de segurança, é raro vermos crianças brincando na rua. Mas quem mora em apartamento, por exemplo, pode incentivar os filhos a brincar no parquinho, ir para a quadra, ou até mesmo criar brincadeiras na varanda. Podemos aproveitar os espaços ao ar livre, usando a imaginação e a criatividade. Tomar sol, sentir o vento no rosto, ter convívio com a natureza, são coisas que estão se perdendo mas que são importantes na infância.

Brincar é essencial para o desenvolvimento das crianças. No final de semana, a família pode aproveitar para passear em um parque, soltar pipa, passear, ler um livro, comprar jogos de tabuleiro, e assim, incentivar o contato, o “olho no olho”, tão importantes e cada vez menos comuns.

Outra sugestão é estabelecer horários em que os aparelhos eletrônicos possam ser utilizados, colocando limites no uso. E aí, todos devem participar! Por exemplo, durante o jantar, todos devem deixar o celular no quarto, e depois da refeição pode ser feita uma brincadeira ou um momento de conversa, para que todos possam compartilhar como foi o seu dia.

Segurança

Além disso, é essencial pensar na segurança das crianças e na importância de ensiná-las a usarem a internet com cuidado. Conversar muito e ensinar que elas não devem, nunca, compartilhar informações pessoais, como endereço, nome da escola ou local de trabalho dos pais.

Explicar sobre os perigos que podem encontrar e para não confiarem em pessoas estranhas, mesmo que pareça ser outra criança. É preciso estar atento e acompanhando o que eles assistem, em que sites entram e que tipo de conteúdo estão vendo.

Vemos muitas crianças que entram em jogos de desafios e depois são ameaçadas, ficando com medo de contar para os pais, por isso, o diálogo ainda é o melhor caminho para que eles tenham confiança de que independente do que acontecer, podem contar com os pais para defende-lo e tirar de situações difíceis.

Existe também a opção de bloqueio de certos conteúdos. E conforme a idade da criança, plataformas infantis, como o Youtube Kids, entre outros.  O importante é estar sempre atento à rotina da criança e buscar formas de desviar a atenção dela para outras atividades e garantir a sua segurança no uso de eletrônicos.

Bruna Osorio – Psicóloga Clínica

CRP: 06/118617

Facebook: Bruna Osorio Psicologia

 

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