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Uma reflexão sobre a autoestima da mãe

Quando nasce um bebê, nasce também uma mãe. Ao longo dos meses, das ultrassonografias, dos planejamentos e dos sonhos, essa mãe vai aparecendo e crescendo. Porém, para além dessa mãe, que é novidade, que vai precisar de um tempo para ser aceita, acolhida e conhecida, existe uma pessoa. Você já refletiu sobre a importância de olhar para essa pessoa? Que talvez a autoestima da mãe esteja abalada?

Existe uma esposa, ou uma companheira, uma filha, uma irmã, uma tia, uma amiga, ou uma namorada, uma trabalhadora, uma mulher do lar, uma neta… E todas essas partes, que são diferentes e nos completam, que compõe cada mulher, não deixam de existir quando ela se torna mãe.

autoestima da mãe

Cuidado e olhar voltado para a mulher reforçam a autoestima da mãe

Todos nós sabemos que os bebês são irresistíveis! Elas são fofinhos, risonhos, tem um cheiro gostoso, alegram qualquer ambiente da casa, trazem esperança e uma porção de outras coisas boas. A maternidade como um todo nos encanta.

Então, por um lado, é natural que quando encontramos uma gestante logo perguntamos sobre o bebê, qual o seu nome, quando ele vai nascer, entre outras dúvidas. Ou mesmo, quando chegamos para visitar um novo bebê, seja na maternidade ou na sua casa, o nosso primeiro ( e as vezes, único) movimento é querer pegar o bebê no colo, perguntar como ele está, se ele está dormindo bem, se ele chora muito, ou é manhoso, se ele está mamando….

E poucas vezes olhamos para aquela que está ali, com os braços cansados e o sono muito atrasado, segurando aquele serzinho que nos trás tantos encantamentos. Não nos acostumamos pensar que a autoestima da mãe possa estar abalada após esse turbilhão de emoções.

Com certeza, todas as mães adoram essa atenção que os filhos recebem. Os presentes, o carinho, a preocupação. Porém, lá no fundo, ela gostaria de estar sendo vista e cuidada da mesma maneira que o seu bebê.

Ela queria poder sentar no colo da sua própria mãe, ou do seu companheiro, ou mesmo de alguém que estiver disposto a lhe dar esse carinho. Ela queria que as pessoas perguntassem “como você está?”. Que alguém acolhesse o seu choro, que muitas vezes fica abafado, no meio de todas as perguntas que ela está respondendo.

As novas mamães estão mergulhadas em um mundo novo, um mundo difícil, com sentimentos que nunca tinham existido antes. Elas estão cansadas, se sentindo culpadas e com dificuldade de reconhecer a sua própria imagem no espelho. Então, quanto mais amor elas receberem, com mais facilidade conseguirão passar por essa fase.

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Pequenos gestos fazem toda a diferença para a autoestima da mãe

Lembre que a sua amiga, por mais diferente que esteja, e até mesmo distante, ainda é a sua amiga. Que a sua filha, por mais que seja mãe agora, ainda é filha. Que a sua esposa, por mais difícil que esteja reconhecê-la nesse momento, ainda é aquela mulher por quem você se apaixonou.

Sei que não fazemos de propósito, e eu na verdade nunca tinha me dado conta de que tinha essa atitude. Talvez seja algo cultural, algo que nunca paramos para pensar.

Mas um dia, uma amiga teve o seu primeiro filho e eu, pela primeira vez, levei na visita da maternidade um presente para ela. Uma cesta com coisas que eu sabia que ela gostava: chocolates, sabonetes cheirosos, um creme para o corpo. Cheguei, perguntei como ela estava e entreguei o seu presente, que tinha sido pensado especialmente para ela. A felicidade e a emoção dela nunca sairão da minha memória.

Levei um presente para o bebê também, e claro que estava interessada em saber e conhecer sobre aquela nova vida. Mas antes disso, eu fiz a minha amiga se sentir vista, querida, importante e acolhida. Desde então, tenho feito sempre isso e garanto: faz toda a diferença.

E assim, conforme o bebê cresce, você pode ir se mantendo por perto, mostrando cuidado e carinho tanto pelo bebê, quanto por essa mulher que agora também é mãe.

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Bruna Osorio – Psicóloga Clínica

CRP: 06/118617

Facebook: Bruna Osorio Psicologia

 

 

 

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