HomeComportamentoDiferenças entre Baby Blues e Depressão pós-parto
depressão pós-parto

Diferenças entre Baby Blues e Depressão pós-parto

O pós-parto é um momento muito delicado e especial, repleto de mudanças e muitos aprendizados. Você vai começar a criar um vínculo com o seu bebê, aprender a cuidar e a lidar com tudo o que ele precisa. Nesse processo, podem ser observadas algumas dificuldades e é normal se sentir triste ou confusa. Algumas pessoas estranham e acham errado uma mãe não conseguir se vincular com o seu bebê instantaneamente, já que esse amor deveria ser tão natural quanto respirar. Essa é uma ideia muito romantizada e na realidade não é bem assim que funciona. O baby blues e a depressão pós-parto podem aparecer e vou apresentar uma distinção entre os dois.

 

Baby Blues ou Blues puerperal

O aparecimento do baby blues é muito mais comum do que imaginamos. É uma forma da mãe se voltar para o bebê, se conectar a ele, fortalecendo o vinculo. O baby blues ocorre nos primeiros dias do pós-parto e tem uma duração curta, de cerca de 2 semanas. Após o nascimento do bebê, você pode se sentir emotiva, melancólica e ter dúvidas se vai conseguir cuidar do seu bebê. Os familiares costumam não entender o que está acontecendo, pois acreditam que a nova mamãe deveria estar irradiando de felicidade. Mas é muito importante que a família dê apoio, tenha paciência e compreenda a particularidade desse momento, para que as mulheres se sintam mais seguras.

Passar pelo baby blues não significa que a mãe não está feliz, muito menos que ela é uma mãe ruim. Esse é um comportamento involuntário e causado por alterações hormonais, enquanto o corpo se recupera da gravidez e do parto. Você pode sentir com frequência: vontade de chorar sem um motivo aparente, ansiedade, tristeza, falta de confiança em si mesma, mudanças de humor, cansaço. Porém, podemos observar também momentos de alegria e satisfação. O blues puerperal não precisa de tratamento, pois não é uma doença e passa dentro de poucos dias. Caso os sintomas continuem presentes e você se sinta muito triste após um mês do parto, você pode estar sofrendo de depressão.

depressão pós-parto

Depressão pós-parto

A depressão pós-parto merece cuidado, pois muitas vezes passa despercebida. É importante que vocês, novas mamães, estejam atentas a como estão se sentindo para que possam pedir ajuda. E também que as pessoas próximas, o parceiro, os avós ou amigos, reparem nos sintomas e sinais de alerta que podem estar sendo emitidos. Todas as mulheres podem desenvolver, mas é mais comum aparecer em alguns grupos de risco, como mulheres com histórico de depressão anterior, falta de uma rede de apoio, instabilidade financeira, conflitos familiares, perdas durante a gestação, violência obstétrica, entre outros.

A depressão costuma aparecer nas 4 primeiras semanas após o parto e pode continuar durante cerca de 2 anos. Se caracteriza por irritabilidade, alterações no apetite, alterações no sono (insônia ou dormir demais), fadiga, sentimentos de culpa e incompetência, de incapacidade de cuidar do bebê, isolamento social, desesperança, tristeza profunda, falta de prazer nas atividades diárias, diminuição do interesse e afeto pelo bebê ou preocupação excessiva com o bebê (achar que ele vai adoecer e morrer, não conseguir relaxar) e até mesmo, idéias suicidas. Esses sintomas prejudicam a relação mãe-bebê e precisam ser tratados.

 

Tratamento

Se você perceber que está com esses sintomas, o primeiro passo é procurar um psicólogo e dependendo do nível da depressão pós-parto, procurar também um psiquiatra. O trabalho de um profissional vai complementar o trabalho do outro. Em alguns casos, somente a terapia consegue reverter o quadro, porém não é indicado tomar a medicação sem terapia, pois ela inibe os sintomas, mas não trata a causa. Com o melhor tratamento para o seu caso, as angústias e as causas da depressão vão ser trabalhadas e aos poucos vai sendo possível construir uma nova identidade. Você vai começar a se sentir melhor, mais fortalecida e poder elaborar os lutos por tudo que foi perdido (sua liberdade, trabalho, mudanças no casamento), assim criando a possibilidade de ter um relacionamento saudável com o seu bebê.

 

Bruna Osorio – Psicóloga Clínica

CRP: 06/118617

 

Não quer perder nenhuma de nossas dicas??
Siga todas as nossas redes sociais

Facebook, Instagram (@ficargravida) e Pinterest.

 

 

Leia mais textos de comportamento:

Você sabe o que é violência obstétrica?

Os diferentes aspectos da Maternidade

 

Compartilhe:
Classifique este artigo

O Ficar Grávida é um blog com conteúdo voltado para mulheres que estão grávidas, já são mamães e também para as que querem engravidar. Aqui, nós conversamos sobre gravidez, filhos, saúde, comportamento, decoração, histórias inspiradoras e muito mais! Entre em contato com a gente!

redacao@ficargravida.com.br

Sem comentários

Deixe um comentário


*