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cápsulas de placenta

Conheça tudo sobre as cápsulas de placenta

A placenta é um órgão que se forma no comecinho da gravidez para garantir a evolução da gestação e proteger o bebê contra infecções. Ela também é responsável por fornecer oxigênio para o pequeno. Consumir a placenta está se tornando cada vez mais comum, mesmo sem comprovação científica de que esta prática traga qualquer benefício à mãe ou ao bebê após o nascimento.  Adeptos garantem que melhora a oscilação hormonal, alivia os sintomas da depressão pós-parto e tem diversas vantagens. Há quem ingira de forma natural, faça mistura com outros alimentos ou ainda fazem uso das cápsulas de placenta.

Para te ajudar a entender todas as peculiaridades desta prática, vamos dedicar este post para esclarecer todas as suas dúvidas!Entenda todas as peculiaridades desta prática.

cápsulas de placenta

Cápsulas de placenta desidratada.

 

Por que consumir cápsulas de placenta?

O ato de ingerir a placenta é chamado de placentofagia, e os adeptos da prática afirmam que ela não atua apenas na oscilação hormonal, mas também tem benefícios estéticos – garantindo cabelos, unhas e pele mais bonitos. Além disso, aumenta a produção de leite, combate a fadiga e repõe os nutrientes perdidos durante a gestação, já que o órgão contém hormônios, ferro, vitamina B6 e B12.

cápsulas de placenta

Placenta após o parto

No Brasil, esta medida ainda causa grande estranheza por parte das mulheres, principalmente por não haver embasamento científico comprovando seus benefícios.

O consumo: normalmente, após o parto, a mulher come o órgão em forma de vitamina, batido com frutas ou açaí. Mas como muitas não tinham coragem de ingerir desta forma, foram criadas as cápsulas de placenta. Com o prazo de validade aumentado para dois anos, a mulher pode aproveitar dos benefícios por mais tempo.

 

Como funciona o processo de encapsular a placenta

A doula Pamella Souza falou, em entrevista a Veja.com, que para garantir que o órgão não perca os nutrientes e evitar a contaminação, é preciso congelar no máximo 5 horas após o parto.

Processo para encapsular a placenta: primeiro é preciso escorrer todo o sangue excedente, depois cortar em pequenos pedaços e colocar para desidratar em uma máquina por algumas horas. Somente após tudo isso o órgão é triturado até virar pó e colocado nas cápsulas. Uma placenta é capaz de render entre 80 e 120 cápsulas.

 

Famosos que aderiram à prática

A apresentadora Bela Gil, filha do cantor Gilberto Gil, comeu parte da placenta batida com vitamina de banana e explicou que encapsulou o restante para consumir sempre que sentir necessidade. Em entrevista, a apresentadora afirmou não saber se realmente funciona, mas que gosta do efeito placebo de estar tomando algo que faz bem.

A atriz Fernanda Machado também encapsulou sua placenta e afirmou que o puerpério foi muito mais tranquilo devido as doses que tomou.

Várias celebridades internacionais também adotaram a prática como a cantora Jennifer Lopez, a atriz Alicia Silverstone e a socialite americana Kim Kardashian.

 

Riscos de consumir a placenta

No começo de julho de 2017, o  Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) emitiu um alerta sobre os riscos da ingestão do órgão após um bebê contrair uma grave infecção vinda das cápsulas de placenta que a mãe estava ingerindo.

O recém nascido foi diagnosticado com uma infecção no sangue causada pela bactéria estreptococo do grupo B, e mesmo após tomar vários antibióticos, o pequeno não apresentava melhora. Foi somente depois que o corpo médico descobriu que a mãe estava ingerindo cápsulas de placenta desidratada que chegaram à conclusão de que a bactéria estava sendo transmitida pela amamentação. As cápsulas foram testadas e o resultado foi positivo. Somente depois da mãe parar de tomar as pílulas e mais uma rodada de antibióticos que o pequenino se recuperou completamente.

A principal recomendação da instituição é evitar o consumo do órgão por conta da falta de regulamentação em relação a higiene e segurança do processo. No caso apresentado, a bactéria pode ter sobrevivido pela falta de aquecimento suficiente.

Como a principal função do órgão é absorver toxinas para proteger o bebê, a Northwestern University, por meio de estudos, afirma que a ingestão da placenta pode ser perigosa.

Muitas adeptas defendem a prática alegando que outros mamíferos ingerirem a placenta logo após o parto. No entanto, conforme explicam os especialistas, a prática no mundo animal não é feita por causa dos nutrientes, mas sim para eliminar todo vestígio de vida que pode atrair predadores.

 

 

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