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Como falar sobre racismo com as crianças?!

Um problema que atravessa gerações e faz com que muitas famílias brasileiras ainda sofram é o racismo. Seja por ver filhos excluídos das brincadeiras, ler comentários maldosos na internet ou mesmo ser acusada de sequestrar a própria filha por ter uma cor de pele diferente da dela.

Segundo especialistas, desde cedo, bebês e crianças precisam saber que existem pessoas diferentes e lidar com todas as questões que envolvem essa convivência.

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Racismo: como abordar esse tema desde a infância?

Muito disso ainda é encarado como brincadeira ou escondido sob o discurso que somos todos iguais. Só que minimizar e varrer para debaixo do tapete não é a melhor maneira de lidar com o preconceito.

Para ajudar os pais na complexa missão de passar os melhores ensinamentos, selecionamos algumas dicas para trazer o diálogo para dentro de casa.

Seja um exemplo

Não adianta esperar que a criança lide com as diferenças na rua se, no ambiente familiar, os pais fazem piadas com isso e estão cercados de negros apenas como funcionários, muitas vezes invisíveis.

A ideia é fazer uma autoavaliação da vida dos adultos: quem são os amigos mais próximos e que oportunidades a criança tem de conviver com pessoas diferentes? E, mais importante ainda: como o diferente é tratado pela família?

Mostre a diversidade na prática

Quando o filho ainda é pequeno, é bacana inserir referências diferentes, de outras culturas e raças, em suas brincadeiras, bonecos, personagens de desenho, músicas, passeios e por aí vai. Conforme ela cresce, o ideal é que o tópico faça parte das conversas em família de maneira transparente, que é o chamado letramento racial.

Não existe brincadeira ou fase

Quando o filho repercute uma fala racista, independente da idade dele, não releve. Enquanto ele está “passando por uma fase” ou “fazendo uma brincadeira”, outra criança está sofrendo e pode ter cicatrizes pelo resto da vida. Explique que é errado, que aquele comportamento é inadmissível e reveja se é algo na dinâmica da família que está transmitindo ideias preconceituosas para ele.

A escola do seu filho é inclusiva?

Se os únicos negros da escola são porteiros, faxineiros e cozinheiros, sinal de que a escola pode não se importar muito com a questão da diversidade. Vale verificar se eles realizam atividades sobre o tema, se tem um protocolo de como agir em casos de racismo e como é o padrão estético dos livros e das ilustrações nas paredes.

O que fazer quando a criança é a vítima?

Não é possível saber como a criança vai reagir, não importa o quanto os pais se preparem para esse momento e empoderem o pequeno. Fique de olho, pois muitas vezes uma criança pequena não conseguirá verbalizar o que aconteceu com ela. Pode ficar mais amuada, quietinha. Essas mudanças de comportamento não podem passar batido, pois os efeitos negativos para o desenvolvimento infantil são graves.

Não existe fórmula mágica

Mesmo tomando todo o cuidado, dialogando e agindo contra a discriminação, o racismo não vai sumir do dia para a noite. O tema é dolorido e as conversas não são fáceis, mas precisa ser discutido urgentemente, e as maneiras de incluí-lo no cotidiano vão variar conforme o contexto familiar de cada um.

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