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Exterogestação: A importância de respeitar essa fase

Você já ouviu falar em exterogestação? Ela é como uma gestação externa, chamada também de quarto trimestre de gestação, na qual o bebê continua se desenvolvendo, só que agora do lado de fora do útero, com a ajuda dos pais.

O bebê humano é totalmente dependente. Ele nasce frágil e indefeso, sem todas as suas capacidades desenvolvidas.

O tamanho do seu cérebro vai mudar, ele não sustenta a cabeça, só se comunica através do choro, precisa da mãe para se alimentar, para se locomover e, por isso, precisa continuar a ser gestado do lado de fora. A ideia é que os bebês precisam de cuidado e de mais tempo para se adaptarem.

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Teoria da exterogestação

A teoria propõe que os três primeiros meses de vida do bebê ainda podem ser considerados parte da gestação, como se ela durasse 12 meses, ao invés de 9, mas o último trimestre acontece fora da barriga.

Mas por que isso acontece? Se o bebê ficasse os 12 meses na barriga, o seu cérebro se desenvolveria e cresceria de maneira que o nascimento não seria possível. Por isso, depois que nasce, o bebê continua a passar por um período de desenvolvimento semelhante ao da gestação.

Dentro do útero, a criança tinha acesso irrestrito à alimentação, se mantinha sempre aquecida, protegida, com todas as suas necessidades sendo atendidas e perto da mãe o tempo todo.

Assim, é importante que o bebê receba cuidados que representam a vida dentro do útero, já que após o nascimento tudo ao seu redor fica diferente, ele está em um mundo completamente novo e isso pode ser assustador.

A proposta é tentar recriar as sensações e a segurança que o bebê tinha quando ainda estava no útero, fazendo assim, uma transição lenta para a vida extra-uterina, que traga conforto para que ele possa se desenvolver de maneira mais tranquila e crie uma relação de confiança e proximidade com a mãe.

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Como recriar as sensações intra-uterinas?

É possível utilizar várias estratégias na rotina do bebê para recriar a sensação de proteção e fazer a passagem para a vida extra-uterina com equilíbrio.

Tomar cuidado com luzes muito intensas e barulhos muito altos, evitam machucar os olhos do bebê e também que ele se assuste. O bebê estava acostumado com os ruídos rítmicos de dentro do útero, por isso, tentar reproduzir esses sons, fazendo barulhinhos ou colocando uma música ou mesmo cantando para o seu filho, pode ajudar a acalmá-lo.

O sling é um grande aliado na exterogestação. O bebê fica próximo do corpo da mãe, sentindo o seu cheiro, o calor do seu corpo e ouvindo as batidas do seu coração. Além disso, a mãe tem liberdade, podendo resolver as suas coisas, caminhar, deixando o bebê em constante movimento e aquecido, assim como era dentro do útero.

O aleitamento em livre demanda também é importante, pois durante a gestação o bebê recebe alimento o tempo todo. Além de fornecer todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento, também supre outras necessidades, como a necessidade de contato, de sucção e de carinho.

Nos três primeiros meses o bebê pode dormir no berço acoplado, ao lado da cama dos pais, assim ele se sente seguro e essa proximidade facilita a amamentação em livre demanda. O contato pele a pele também é extremamente necessário, por isso, fazer a shantala (técnica de massagem), dar muitos abraços, beijos e colo, aumenta a sensação de segurança.

O banho de ofurô, realizado em um balde, deixa o bebê em posição fetal, cercado de água quentinha e com os braços e pernas mais encolhidos, em um ambiente mais compacto evitando que eles se sinta tão solto e inseguro quanto no banho de banheira. Essa técnica acalma muito os bebês e relembra a sensação que eles tinham, em contato constante com o líquido amniótico.

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Respeite o ritmo do bebê

Cada bebê tem o seu ritmo de desenvolvimento, e quanto mais próximos os pais estiverem, conectados com as suas necessidades e respeitando esse tempo, o processo de exterogestação pode acontecer com mais naturalidade.

Essa é uma maneira de aproveitar o tempo juntos, aumentar a conexão e o vínculo entre pais e filhos.

 

Bruna Osorio – Psicóloga Clínica

CRP: 06/118617

Facebook: Bruna Osorio Psicologia

 

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