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comunicação não-violenta

O que é comunicação não-violenta?

Todos os pais em algum momento passaram ou vão passar por uma situação desafiadora com os filhos. Seja uma recusa de escovar os dentes ou guardar os brinquedos, batendo ou gritando, querendo algo que os pais já falaram que não pode. Como lidar com essas situações? O que fazer e falar? Como ajudar os pequenos a aprenderem a lidar com os sentimentos negativos? Neste cenário entra em cena a comunicação não-violenta.

comunicação não-violenta

Entendendo a comunicação não-violenta

A comunicação não-violenta é um modo de vida, baseado na compaixão e, que utilizado por meio da comunicação, cria relações mais pacíficas e respeitosas. Ela pode ser uma grande aliada para as relações entre pais e filhos. É útil para resolver conflitos e para entendermos as necessidades escondidas através de determinados comportamentos.

Por trás de todo comportamento existe uma necessidade

Mesmo quando a criança já sabe verbalizar, o choro, a birra ou a agressividade, são formas que ela encontra de se expressar. Às vezes o sentimento é muito intenso, toma a criança por inteiro e a única reação possível é corporal, aparece através de um comportamento.

Os adultos é que podem ensinar a criança a lidar com toda essa intensidade. Eles precisam primeiro se livrar de qualquer tipo de rótulos, como falar que essa criança é difícil, é mimada, birrenta e mal educada, e por aí vai. Os rótulos são muito prejudiciais e dificultam o olhar para o que realmente importa. O que está por trás desse comportamento? O que a criança está tentando dizer? Qual é a necessidade dela?

Esse é um exercício e algumas vezes pode ser que você não identifique o que a criança está tentando comunicar, mas só o fato de tentar e já ter um novo olhar sobre a situação, evita muitos conflitos e também passa para a criança a mensagem de que você está cuidando dela e tentando ajudar.

Como lidar com as situações de conflito?

Ao mesmo tempo em que esse olhar é desenvolvido, uma estratégia interessante é acolher, nomear e validar os sentimentos da criança. Dizer que você está percebendo que ela está com muita raiva, que você está vendo que ela ficou muito triste e que você também se sente assim em alguns momentos. Isso traz uma sensação de pertencimento e de que os pais são humanos e também sentem.

comunicação não-violenta

Quando dizemos para a criança que ela não pode ficar brava, ou não pode chorar, batemos ou gritamos, nós minimizamos os seus sentimentos e deixamos a criança se sentindo sozinha. Se ela não pode sentir tudo aquilo que está sentindo e ninguém ajuda ela a entender o que está acontecendo, o que ela faz com todo aquele sentimento? É assustador e faz aparecer outros sentimentos, como o medo. A criança tem que aprender que ela pode sim sentir, não é errado, mas o que precisa ser ensinado é como expressar aquela emoção.

Os adultos precisam conduzir, focar em soluções e dar opções para as crianças. Ao invés de se perguntar como fazer para aquele determinado comportamento acabar, se perguntar como ajudar a criança nesse momento. É estar conectado e perceber o que funciona para ela.

Por exemplo, utilizando a linguagem positiva dizer que assim que ele arrumar os brinquedos poderá ver televisão, e não que se ele não guardar os brinquedos não poderá ver televisão. Mostrar que a criança não pode rabiscar o sofá e se ela insistir, ao invés de continuar falando que ela não pode, procurar soluções criativas, ver se ela sugere algo, colar, por exemplo, um papel na parede, para que ela continue desenhando seguindo a regra, mas se divirta, como se estivesse desenhando na parede.

Dizer que você entende que ele está com raiva, mas cuidando para que ele não se machuque nem machuque ninguém ao redor, possibilitar que ele coloque essa raiva para fora, por exemplo, batendo em uma almofada.

Sempre que precisar estabelecer uma regra, ou conversar sobre um comportamento, seja firme e gentil. Abaixe para ficar na altura da criança, olhe nos seus olhos. Lembre que ela não está fazendo isso para te atacar, que vocês estão juntos nessa relação, lembre da conexão para não agir por impulso e assim colocar o limite de maneira respeitosa.

Utilizar a comunicação não-violenta não tem nada a ver com ser permissivo e deixar a criança fazer tudo o que ela quiser.  E sim, colocar limites com equilíbrio, guiando, ensinando sobre sentimentos e incluindo a criança na procura de soluções.

Presença, cuidado e respeito

O adulto que lida com a criança pode fazer o exercício de tentar se perceber durante as situações de conflito. Perceber o que aquele comportamento da criança faz ele sentir, quais são os seus medos, o que o incomoda. Separando o que é seu e o que é da criança, fica mais fácil agir com calma. E quando estiver muito difícil manter a calma, respire, beba água, conte até 100.

Perceba também na sua vida o que te deixa nervoso e como você reage quando está nessas situações, ou quando está muito frustrado. E, além disso, o que te acalma. Quanto mais conhecemos os nossos próprios sentimentos, mais exemplos temos para passar para as crianças.

Os filhos não precisam de pais perfeitos. Precisam de pais que estejam com eles, que sejam presentes, que olhem e cuidem, que tentem, que cometam erros, que respeitem, que acreditem na capacidade dos seus filhos, que percebam, que apóiem. As crianças precisam de amor, precisam ouvir um milhão de vezes o quanto elas são importantes, precisam se sentir aceitas. É assim que a sua autoconfiança se constrói.

 

Facebook: Bruna Osorio Psicologia

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