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Atenção à palmada: Academia Americana de Pediatria divulga novas recomendações

Ser pai e mãe não é fácil. Educar uma criança é difícil. Exige paciência, dedicação e entrega. É natural não saber como agir em algumas situações, mas a palmada não deve ser uma opção.

É o que afirma a Academia Americana de Pediatria, que divulgou novas recomendações sobre atitudes violentas na educação infantil, reforçando os malefícios da violência na educação e do poder da disciplina positiva. Além da palmada, a entidade também condena os gritos e outras formas de humilhação.

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Palmada podem gerar sérios problemas

De acordo com a entidade, há cada vez mais evidências que confirmam que a punição corporal pode desencadear problemas comportamentais, cognitivos, psicossociais e emocionais nas crianças. Entre os diversos efeitos negativos das palmadas, podemos citar:

– o aumento da probabilidade de lesão física;

– comportamentos agressivos e brigas na família;

– formação de adultos desafiadores e agressivos;

– risco aumentado de transtornos mentais e problemas de cognição.

E essa não é uma descoberta recente. Há quase 30 anos, em 1898, a Convenção das Nações Unidas (ONU) sobre os Direitos da Criança orientou todos os Estados membros a proibirem a punição corporal e, inclusive, convidou-os a instituir programas educacionais sobre disciplina positiva.

O que é considerada punição corporal?

Segundo a ONU, punição corporal ou física inclui “qualquer punição em que a força física emitida é destinada a causar algum grau de dor ou desconforto”. Ou seja, bater com a mão ou com um objeto (chicote, cinto, sapato, colher de pau ou similar), além de chutar, sacudir, atirar, arranhar, beliscar, morder, puxar o cabelo ou orelhas, queimar, forçar a ficar em posições desconfortáveis ou ingerir qualquer elemento.

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Já a violência não-física, mas que também traz consequências para o desenvolvimento da criança, envolve menosprezar, humilhar, denegrir, ameaçar, assustar ou ridicularizar a criança. Na opinião do Comitê dos Direitos das Crianças, a punição corporal “é invariavelmente degradante”.

Novas recomendações visam atingir atuação dos pediatras

As novas recomendações têm o intuito de orientar os pediatras a observarem evidências de punição corporal, para que possam aconselhar os pais de formas positivas de educarem os filhos. Segundo o artigo, quando apropriado, o profissional deve aconselhar que palmadas não são estratégias apropriadas e efetivas, além de conscientizar os pais que – com as palmadas – estarão contribuindo para um futuro mais violento na rotina do adulto.

 

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