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Parar de trabalhar após o nascimento do bebê: Uma difícil decisão

A maternidade é cheia de desafios e entre eles, um dos mais difíceis, mas que também está se tornando muito frequente, são as mulheres que tomam a decisão de parar de trabalhar após ter filhos. Isso já passou pela sua cabeça?

Essa é uma decisão extremamente pessoal e que leva em conta todas as vivências, expectativas e histórias de vida de cada mãe. Tomar uma decisão é sempre um momento sofrido, pois existem os pontos positivos e negativos, e muitas vezes, independente da escolha, existirá uma perda, nesse caso, de um trabalho, uma carreira conquistada e da independência financeira. Mas como tomar essa decisão?

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Como surge a vontade de ficar em casa com os filhos

Muitos fatores podem contribuir para que as mães pensem em escolher ficar em casa, ao invés de voltar para a sua carreira.

Pode aparecer uma vontade de se dedicar 100% à maternidade, estar presente, participar da rotina e ver de pertinho o desenvolvimento dos filhos. Algumas mães não se sentem preparadas para colocar o bebê na creche, ou contratar alguém para cuidar deles, e preferem ficar em casa e utilizar essa ajuda quando a criança já está um pouquinho maior e mais independente.

Outra questão é que infelizmente a licença maternidade dura somente 4 meses. Ao mesmo tempo, existe uma recomendação, inclusive do Ministério da Saúde, de que o aleitamento materno seja exclusivo até os 6 meses de vida do bebê. Essa conta não bate. Muitas mulheres ainda pegam férias após a licença e conseguem ficar 5 meses em casa, mas ainda assim é pouco tempo. O bebê ainda está muito pequeno e se a vontade de amamentar exclusivamente existe, parar de trabalhar pode ser uma opção.

Existe também uma falta de recursos e apoio para a mãe que trabalha. Quando ela volta ao seu emprego, é quase como se ela tivesse que esconder que esse bebê existe. Saídas para levar ao médico não são bem vistas e isso acaba reforçando a desigualdade que ainda existe no mundo corporativo entre homens e mulheres.

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Pontos positivos e negativos de parar de trabalhar após a gravidez

São tantas dúvidas. Se essa é a melhor escolha, como será lidar com a nova rotina, como essa decisão vai impactar na vida familiar, como a mulher vai se sentir ao abrir mão da sua carreira.

É preciso muito planejamento e conversa para pensar inclusive como vai ficar a vida financeira familiar. As mamães podem se planejar e fazer uma poupança para se programar para os gastos novos com o bebê e também para ter uma tranqüilidade durante o período em que estiverem em casa.

A carreira pode ter sido muito almejada, pode ser um sonho, algo que foi conquistado com muito esforço e que trás muito orgulho para a mulher. Abrir mão dela, pode ser muito difícil. Por isso, essa decisão precisa ser muito pensada para ser tomada com consciência e evitar futuros problemas entre o casal.

Ficar em casa pode ser um grande desafio. Cuidar da casa e ter um bebê que depende de você o tempo todo é cansativo. A mulher pode precisar de tempo para se adaptar a essa nova vida. Mas é também uma ótima oportunidade para se conhecer mais e estreitar o vínculo com o filho.

É muito comum aparecer o medo de não conseguir se recolocar no mercado de trabalho. Porém, muitas mães conseguem e outras, ainda se transformam e acabam descobrindo novas potencialidades. Se tornam empreendedoras, trabalhando em casa, criando um novo negócio, que muitas vezes não tem ligação nenhuma com o seu emprego anterior.

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Não existe escolha certa ou errada

Existe a escolha que é melhor para você.

Independente de qual seja, você pode se sentir culpada, ou por voltar ao trabalho e achar que está abandonando o seu filho, ou por ficar em casa e ter deixado o seu trabalho, enquanto o seu parceiro está trabalhando fora. Por isso, pense com carinho. E evite ouvir os outros. Sempre terá alguém para criticar a sua escolha, mas ninguém melhor do que você para tomar essa decisão.

Você não vai ser uma mãe melhor ou pior por estar trabalhando fora ou ficando em casa. Se você estiver feliz, isso vai ter uma influência direta no seu filho e na relação que vocês estão criando.

 

Bruna Osorio – Psicóloga Clínica

CRP: 06/118617

Facebook: Bruna Osorio Psicologia

 

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