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violência obstétrica

Você sabe o que é violência obstétrica?

Essa é uma pergunta que algumas pessoas não sabem responder, justamente por não saberem exatamente o que se caracteriza como violência quando se trata de gravidez, parto e puerpério. Muitas vezes, a violência obstétrica aparece de maneira velada, ou ainda, em situações que consideramos normais, pois “todo mundo passou por isso”. Mas que na verdade é um tema grave, que demonstra falta de respeito e cuidado para com as mulheres em um momento em que elas estão frágeis e deveriam receber todo apoio para trazerem os seus bebês ao mundo sem complicações.

violência obstétrica

 

Como definir a violência obstétrica?

A violência obstétrica pode ser definida por todos os procedimentos feitos desnecessariamente, ou sem o consentimento da mulher, bem como xingamentos, frases pejorativas e qualquer tipo de desrespeito tanto com a mãe, quanto com o bebê. Segundo uma declaração publicada pela OMS em 2014, a violência obstétrica pode ser caracterizada como: “abuso de medicalização e patologização dos processos naturais do trabalho de parto, que causem a perda de autonomia e da capacidade das mulheres de decidir livremente sobre seus corpos e sua sexualidade”.

Tipos de violência obstétrica:

  • Ter a cesárea agendada, sem recomendação baseada em evidências científicas ou desejo da mulher, por pura conveniência.
  • É direito de toda gestante ter um acompanhante durante o trabalho de parto, no parto e no pós-parto (Lei 11.108), ficando a seu critério a escolha de quem será essa pessoa. Porém muitos hospitais impedem que o acompanhante entre.
  • Agressões verbais –  a clássica “ na hora de fazer você não gritou” e outros xingamentos e comentários depreciativos, que infelizmente são muito mais comuns do que imaginamos.
  • Fazer qualquer procedimento sem que a mulher seja avisada. Como por exemplo, aplicar soro com ocitocina sintética sem o consentimento da mãe, realizar sucessivos exames de toque e praticar episiotomia (corte cirúrgico feito na vagina para ampliar o canal de parto).
  • Exigir posição ginecológica ou imobilização, negando que a gestante fique na posição que se sente mais confortável, impedir que a mulher coma ou beba água (lembrando que alguns trabalhos de partos duram horas), fazer lavagem intestinal e raspagem dos pelos.
  • Separar a mãe e o bebê saudável após o nascimento, impossibilitando que ela amamente na primeira hora de vida do bebê. Introduzir leite artificial ou chupeta sem autorização da mãe.

 

O que fazer caso eu sofra uma violência obstétrica?

É possível fazer uma denúncia, procurando a Defensoria Pública. É necessário levar o prontuário médico (ele pode ser obtido no hospital). Pode-se também fazer uma denúncia no Conselho de Classes da pessoa que praticou a violência ou ligar 136 –Defensoria Central do SUS e 180 – Central de Atendimento à Mulher.

A violência obstétrica pode deixar marcas, tanto físicas quanto emocionais, muito profundas, pois algumas mulheres sentem que foram desrespeitadas, mas muitas vezes não identificam o porquê desse sentimento. Assim, é muito importante para as gestantes conhecerem os seus direitos e saberem que podem procurar ajuda, seja para fazer a denúncia ou para conversar com um profissional.

A mulher tem que ser a protagonista do seu parto e decidir qual a melhor forma e sob quais condições quer que ele aconteça (salvo situações em que haja algum risco médico para a saúde tanto da mulher quanto do bebê, caso em que ela precisará sempre ser comunicada dos motivos e quais procedimentos serão realizados). Toda mulher tem direito a um parto mais humanizado possível, sendo respeitada e ouvida.

 

Bruna Osorio – Psicóloga Clínica

CRP: 06/118617

Facebook: Bruna Osorio Psicologia

 

 

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