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cesárea mudou evolução humana

Estudos comprovam que cesárea mudou a evolução humana

Um estudo da Universidade de Viena, na Áustria, afirma que a popularização da cesárea pode ser responsável por uma mudança bem perceptível nos bebês: seu tamanho está consideravelmente maior. Esta mudança vem dificultando os partos normais, pois o tamanho da pelve da mulher não acompanhou esta evolução, o que resulta no aumento de número de cesáreas. Confira os detalhes deste estudo e entenda como a cesariana pode ser capaz de alterar a evolução humana.

cesárea mudou evolução humana

 

Veja como a cesárea mudou a evolução humana

A evolução é responsável por manter e aumentar o número dos “melhores” da espécie, ou seja, aqueles que sobrevivem às adversidades procriam e se multiplicam. É até bem simples de entender: uma zebra com menos listras ou sem elas é mais fácil de ser avistada e morta por predadores, por isso, dificilmente este animal conseguirá se reproduzir, extinguindo esta ramificação da espécie.

O estudo indica que, desde os anos 1960, a quantidade de partos obstruídos, ou seja, aqueles em que o tamanho da pelve ou do bebê não permitem a sua saída, aumentou em até 20%. O biólogo Philipp Mitteroecker, da Universidade de Viena, afirmou em entrevista à BBC que: “sem intervenção, esses problemas eram frequentemente letais e, de um ponto de vista evolutivo, isso é seleção natural”.

Basicamente o que o estudo quer dizer, é que mulheres com a pelve pequena e bebês grandes, não serão mais filtrados e excluídos pela evolução humana, como sempre foram, pois a medicina moderna viabilizou que eles sobrevivam. O biólogo completou também que as “mulheres com uma pélvis muito estreita não sobreviveriam 100 anos atrás. Agora eles sobrevivem e passam seus genes codificando uma pélvis estreita para as filhas. A tendência de selecionar bebês nascidos menores simplesmente desapareceu.”

Esta evolução tem uma vantagem. No caso dos bebês maiores, suas chances de morte são bem menores que dos pequeninos, pois são mais fortes e nutridos. Por este motivo, a pressão para a continuidade desta evolução são muito grandes. Porém, não são suficientes para extinguir os partos naturais. Philipp Mitteroecker prevê que “essa tendência continuará, mas talvez apenas suave e vagarosamente”, concluindo que “existem limites para isso. Então não espero que um dia a maioria das crianças terão que nascer por cesáreas.”

 

 

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