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Fator Rh: Como ele pode afetar a gravidez?

Uma das primeiras etapas do pré-natal é a realização de uma bateria de exames de sangue, sendo que um deles é o da tipagem sanguínea. Com ele, o obstetra vai descobrir o grupo sanguíneo da gestante e se ela é fator Rh positivo ou negativo. Mas por que será que isso é tão importante?

Diferenças no fator Rh

Para entender a influência do fator Rh na gestação, vamos explicar quais as diferenças entre os dois tipos. Quem é Rh positivo possui uma proteína chamada antígeno D, nos glóbulos vermelhos. Já quem é Rh negativo, não possui esse antígeno.

Na população mundial, a maioria é positivo, sendo que a sua frequência depende da raça. No Brasil, onde somos marcados pela miscigenação, estima-se que 95& das pessoas tenha Rh positivo.

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Influência do fator Rh na gravidez

Na gravidez, esse fator é importante se a mãe for Rh negativo e o bebê for positivo. Isso pode acontecer se o pai da criança também tiver Rh positivo.

Caso o sangue do bebê entrar em contato com a corrente sanguínea da mãe, pode causar uma reação do sistema imunológico da mulher contra o antígeno D. O corpo entenderia que ele é um “invasor” e produzirá anticorpos contra ele.

Para evitar essa sensibilização, o médico precisa saber a tipagem sanguínea logo no início da gravidez. Assim também é possível prevenir as consequências dessa reação, como anemia, icterícia e até insuficiência cardíaca e hepática no bebê, nos casos mais graves.

Essa incompatibilidade do fator Rh entre mãe e filho recebe o nome de Eritroblastose Fetal e costuma trazer mais problemas em uma segunda gravidez, quando o corpo já tiver produzido os anticorpos contra o antígeno D, aumentando as chances dos efeitos citados acima.

Como prevenir?

A incompatibilidade sanguínea na gravidez normalmente não causa problemas na primeira gestação. A mulher é medicada após o parto, em até 72 horas, através de uma injeção que contém uma substância chamada imunoglobulina anti-D. É uma espécie de vacina que impede a produção dos anticorpos e destrói qualquer célula do bebê que possa ter entrado na corrente sanguínea da mãe.

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Na segunda gravidez

Caso a mulher apresente histórico de incompatibilidade sanguínea na gravidez, o médico vai pedir um exame de sangue logo quando a segunda gestação for descoberta. Um outro exame é solicitado na 28ª semana.

Se os anticorpos forem encontrados, a grávida é monitorada de perto durante toda a gestação, para detectar possíveis sinais de anemia no feto. Alguns médicos consideram mais seguro administrar uma dose de imunoglobulina na 28ª semana de gestação, mesmo quando a mulher já foi imunizada na primeira gravidez.

Após o parto, o bebê passa por um exame de sangue para determinar o tipo sanguíneo e o fator Rh. Se for Rh positivo, a mãe receberá outra injeção de imunoglobulina anti-D. Ela deve ser aplicada no máximo em até 72 horas após o parto, para que a resposta imunológica não seja acionada.

A mãe também passa por exames. Caso sejam encontradas grandes quantidades de anticorpos, pode ser necessária uma dose maior de imunoglobulina anti-D. Se o bebê for Rh negativo, a vacina não será necessária.

Eritroblastose fetal

A eritroblastose fetal apresenta diversos graus de intensidade. No bebê, os sintomas vão desde anemia e icterícia leves à deficiência mental, surdez, paralisia cerebral, edema generalizado, fígado e baço aumentados, icterícia e anemia graves e morte durante a gestação ou após o parto.

A doença pode se instalar de várias formas, e a mulher deve receber um acompanhamento criterioso nas seguintes situações:

– Em uma gravidez ectópica, ou tubária, ou seja, fora do útero (nas tubas uterinas, colo do útero);
– Em caso de sangramento vaginal ou aborto espontâneo após as 12 semanas de gravidez;
– Na realização de exames invasivos como a biópsia do vilo corial ou a amniocentese;
– Se a barriga sofrer forte impacto durante a gravidez e houver sangramento;
– Durante o parto, especialmente em caso de cesariana ou em um parto normal com complicações;

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Importante: se houver produção de anticorpos uma vez, eles permanecerão no sistema imunológico da mulher para sempre. Por isso é importante evitar que eles sejam produzidos.

 

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Comentário
  • E no caso de gravidez anembrionária, quando não houve feto e a mãe é fator RH negativo? É necessário tomar a vacina ou não?

    15 de novembro de 2018