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gestação ectópica

Gravidez ectópica: entenda as causas, sintomas e tratamento

A gravidez ectópica é uma gestação que acontece fora do útero, por isso é inviável. Na maioria dos casos, a implantação do embrião acontece em uma das trompas, por isso muita gente conhece o caso como gravidez tubária.

As mulheres que passam por essa situação identificam a gravidez tubária entre a 5ª e 14ª semana de gestação. Os sintomas são dores e sangramentos, que aparecem poucas semanas após a confirmação da gravidez.

A gravidez ectópica é perigosa para a mulher, pois pode causar rompimento da tuba uterina e provocar uma grave hemorragia.

Também pode acontecer – de forma rara – uma gestação ectópica em um dos ovários, no colo do útero, diretamente no abdômen ou mesmo na cicatriz de uma cesárea.

Vamos entender melhor o quadro?

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Sintomas da gravidez ectópica

No início, a gravidez ectópica parece uma gestação normal. Os primeiros sinais de que algo não está bem podem ser cólicas e sangramentos discretos, que muitas mulheres confundem com a menstruação.

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Os sintomas mais fortes, que alertam para uma gestação fora do útero, são:

  • Sangramento vaginal diferente: o sangue pode ser intenso ou discreto, mas pode ser mais escuro ou aguado que o normal.
  • Dor forte e persistente em um dos lados da barriga: se você desconfiar que está grávida e sentir uma cólica forte em apenas um dos lados do abdômen, procure atendimento médico com urgência.
  • Transpiração, tontura e sensação de desmaio: pode significar que a tuba uterina está muito dilatada, a ponto de se romper.
  • Desmaio e dor no ombro: hemorragia interna instalada, que pode já estar influenciando outros órgãos.

 

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Diagnóstico da gestação ectópica

A maioria das mulheres confirma a gravidez por meio de um teste de gravidez de farmácia, e logo procuram o seu ginecologista. O médico irá pedir uma ultrassom transvaginal para verificar o saco gestacional e se tudo está correndo bem.

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Caso ele desconfie de algo (o ultrassom nem sempre é conclusivo), o exame de sangue beta-hCG também é solicitado. Em caso de gravidez mas com níveis baixos de hormônio, o médico pode desconfiar de uma gravidez ectópica.

Testes seriados do hCG (dois exames de sangue com intervalo de 48 horas) também ajudam no diagnóstico, pois os níveis do hormônio devem aumentar em uma gestação normal. Um exame laparoscópico também pode ser utilizado.

 

O que acontece se a gravidez ectópica for confirmada?

A abordagem médica irá depender se o diagnóstico for conclusivo, quando foi detectado, o tamanho do embrião e se a mulher estiver com dor ou hemorragia interna. Confira abaixo as opções de tratamento:

 

1. Monitoração e espera

Quando a gravidez ectópica é confirmada logo no início, até a 6ª semana de gestação, mas os médicos ainda não conseguiram identificar onde o embrião está localizado, a abordagem médica costuma ser a espera.

Isso acontece porque muitas gestações ectópicas acabam evoluindo naturalmente para abortos espontâneos, especialmente quando não sinais de saco gestacional e os níveis do hCG estão bem abaixos do esperado.

Monitorar essa evolução e aguardar é uma forma de evitar a cirurgia, enquanto os médicos não tiverem certeza que ela é necessária. Caso o aborto espontâneo aconteça como o esperado, a mulher ainda deve fazer um acompanhamento criterioso – com exames de sangue – para monitorar os níveis de hCG, que devem zerar.

 

2. Tratamento com metotrexato e monitoração

Outra forma de evitar a cirurgia é com um medicamento chamado metotrexato, que interrompe o desenvolvimento do embrião. Esse tipo de abordagem é recomendada somente com a gravidez é bem inicial e a mulher ainda não teve sintomas graves, como sangramento e rompimento da trompa.

A ação do medicamento pode causar sangramento vaginal por algumas semanas. Assim como a primeira opção, a mulher deve ser monitorada através de exames de sangue para verificar os níveis do hCG, que devem voltar a 0.

 

3. Cirurgia

A cirurgia acontece em 25% dos casos de gravidez ectópica, em média. Ela pode ser feita por laparoscopia ou abertura abdominal.

A primeira opção apresenta mais benefícios, pois é mais rápida, com menor perda de sangue, uso menor de analgesia e poucos dias de internação. Ela é indicada quando não há rompimento da tuba, sendo que os médicos conseguem manter a trompa intacta após a recuperação da mulher.

Já a cirurgia abdominal é normalmente uma abordagem de emergência, quando a hemorragia interna já está instalada. É a forma mais ágil para conter a perda de sangue e pode exigir, inclusive, uma transfusão.

Em alguns casos, infelizmente, a tuba precisa ser retirada. O que definirá essa decisão é a extensão da lesão.

 

Causas da gravidez ectópica

O motivo mais comum é uma lesão em uma das tubas uterinas, que bloqueia a passagem do óvulo fertilizado ou deixa o caminho estreito demais, fazendo com que ele se implante na parede da trompa.

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Quais são as chances de acontecer uma gestação ectópica?

A gravidez ectópica pode acontecer com qualquer mulher, mas alguns fatores podem contribuir para o aumento dos riscos:

  • Mulheres com doença inflamatória pélvica (comum após o desenvolvimento de DSTs como clamídia ou gonorreia): esse tipo de doença pode causar lesões ou cicatrizes nas tubas uterinas, dificultando a passagem do óvulo.
  • Endometriose tubária: outra doença que aumenta o risco de cicatrizes e aderências nas trompas.
  • Cirurgia abdominal anterior: como retirada do apêndice, cesariana ou outra operação nas trompas, por causas das cicatrizes que permanecem e podem causar aderências.
  • Gravidez através de FIV (fertilização in vitro): por isso, as mulheres que passam por tratamentos de fertilidade realizam exames de ultrassom logo no início da gravidez para confirmar que o embrião se implantou no útero.

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  • Mulheres fumantes, que utilizam DIU como método contraceptivo (casos são raros) e que já tiveram uma gravidez ectópica também têm maiores chances de desenvolverem o problema.

 

A mulher poderá ter filhos após uma gravidez ectópica?

A fertilidade da mulher é afetada pela gestação ectópica, na maioria dos casos. Mas é importante lembrar que isso depende da extensão dos dados na tuba uterina. Ou seja, quanto antes a gestação ectópica for detectada, melhor para a trompa e, consequentemente, melhor para a fertilidade da mulher.

Quando a trompa não for afetada e ela continuar intacta após o tratamento, as chances de uma nova gravidez seguem como eram antes. Mas em caso de rompimento ou lesões extensas, as chances da mulher engravidar diminuem, especialmente se ela sofrer com endometriose e tiver comprometimentos na outra trompa.

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Nesses casos, o médico pode recomendar uma fertilização in vitro caso a mulher queira engravidar novamente.

 

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Quando posso tentar engravidar novamente?

Depende do tratamento. Mulheres que passam por uma laparoscopia, sem lesões na trompa, podem esperar dois ciclos menstruais completos antes de tentar engravidar novamente. Já em caso de cirurgia, a espera pode passar dos seis meses.

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