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Parto domiciliar: Risco de morte de bebê é 2 vezes maior

Um estudo conduzido pelo New England Journal Medicine aponta que as chances dos bebês nascidos por parto domiciliar falecerem são 2,4 vezes maiores se comparadas com as daqueles que nascem dentro do ambiente hospitalar.

Estudo aponta risco de morte de bebê em parto domiciliar

O estudo do New England Journal Medicine apontou também que nos cerca de 1.000 partos planejados que ocorrem fora do hospital, 3,9 das crianças morrem no parto ou no primeiro mês de vida. Já dentro dos hospitais, esse percentual cai para 1,8 a cada 1.000 nascidos.

Complicações em parto domiciliar

“As complicações ocorrem geralmente em cerca de 10% dos nascimentos. Entre eles estão: sangramento, elevação da pressão arterial materna, sofrimento fetal agudo e prolapso do cordão umbilical, entre outras. Estas situações necessitam de atendimento médico imediato e local para tratamento apropriado da mãe e do bebê“, explica a médica obstétrica Dra. Dani WerKa, do Hospital e Maternidade Santa Brígida, de Curitiba.

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Foto: Vivian Crudo / Parto Humanizado realizado no Hospital e Maternidade Santa Brígida

Caso a mãe tente e não consiga realizar o parto domiciliar, o tempo de locomoção até o hospital também é um fator de risco. “As complicações hemorrágicas que podem ocorrer após o nascimento, associadas à falta de um acesso imediato a um hospital pode ser fatal para a mãe, assim como a impossibilidade de realização de uma cesárea de emergência. Caso seja necessária, pode colocar em risco também a saúde do feto“, afirma a coordenadora do programa Parto Adequado do Santa Brígida, Vivian Crudo.

Mães buscam parto natural humanizado

A procura crescente pelo parto humanizado e em casa é uma realidade no país. Mas, é preciso que todos saibam de seus riscos para evitar fatalidades. Uma das formas de fazer isso é buscar atendimento de profissionais e maternidades que incentivam o nascimento natural e proporcionem segurança para a família em caso de complicações.

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Foto: Vivian Crudo / Parto Humanizado realizado no Hospital e Maternidade Santa Brígida

“A procura pelo parto natural é uma tendência no Brasil. Principalmente devido à onda de conscientização decorrente das orientações passadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no começo deste ano ao país, cujo objetivo é de diminuir nascimentos por via cirúrgica para o patamar de 15% do total”, diz Vivian.  No Brasil, 55% dos nascimentos acontecem via cesariana no SUS e 84% na saúde privada.

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Foto: Vivian Crudo / Parto Humanizado realizado no Hospital e Maternidade Santa Brígida

Maternidade adequada para o parto natural

Para que as gestantes tenham apoio e segurança no parto natural no hospital, as maternidades devem se adequar às recomendações da OMS. Os espaços devem ser amplos, para proporcionar mobilidade para a gestante, acompanhante e equipe médica, possibilitar som ambiente, banheiro para banho e relaxamento na banheira e mobiliário confortável.

 

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