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partos por cesárea

OMS divulga recomendações para reduzir número de partos por cesárea

Você sabia que 90% dos nascimentos da rede privada brasileira são partos por cesárea? Pois é! Esse dado alarmou não só as gestantes como a Organização Mundial de Saúde (OMS), que publicou na última quinta-feira (15) novos procedimentos de atendimento às grávidas saudáveis.

Foram anunciadas 56 medidas na expectativa de reduzir o uso desnecessário de algumas intervenções médicas no parto, como a cirurgia e aplicação da ocitocina, conhecido popularmente como “soro”.

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O que muda com as novas recomendações da OMS?

Vamos começar com a recomendação destaque da OMS: o fim do padrão de 1 centímetro de dilatação por hora no primeiro estágio do parto. Isso implica no reconhecimento de que cada nascimento é único e que a sua duração varia de mulher para mulher, devendo ser respeitada.

Para a organização, uma dilatação mais lenta não deve ser critério para qualquer intervenção com a intenção de acelerar o parto, como o uso de medicamentos para induzir o parto — por aplicação da ocitocina, por exemplo.

Outra recomendação da entidade é melhorar a comunicação entre médicos e mães, permitindo que as mulheres tenham autonomia, por exemplo, para opinar sobre a melhor abordagem para alívio da dor durante o trabalho de parto, entre outras coisas.

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Na avaliação da agência de saúde da ONU, o envolvimento da mulher nas decisões do trabalho de parto é um dos fatores que poderia mudar o quadro atual e reduzir o número de partos por cesárea. Por isso, o documento também recomenda que a mulher tenha o direito de escolher um acompanhamento para apoiá-la durante o trabalho de parto e que tenha atendimento cordial de toda a equipe médica.

Por um parto mais natural

De acordo com a OMS, cerca de 140 milhões de nascimentos acontecem a cada ano, a maior parte sem complicações. Mesmo assim, os profissionais de saúde seguem utilizando ferramentas e intervenções que, anteriormente,  eram usadas apenas em situações críticas, como o parto por cesárea.

O resultado disso é o número significativo de gestantes saudáveis que passam por ao menos uma intervenção clínica durante o trabalho de parto, mesmo que desnecessárias.

Em nota publicada pela Agência de Notícias da ONU, a diretora-geral assistente para família, mulheres, crianças e adolescentes da OMS, Nothemba Simelela, explica a preocupação do órgão.

“Queremos que as mulheres deem à luz em um ambiente seguro, com profissionais qualificados e em unidades bem equipadas. No entanto, a crescente ‘medicalização’ de processos normais de parto estão minando a capacidade das mulheres de dar à luz, e afetando negativamente sua experiência de parto”, afirmou.

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Partos por cesárea: será que falta ambiente adequado para o parto normal?

Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a falta de ambiente hospitalar adequado e o despreparo de alguns profissionais para encarar os imprevistos de um trabalho de parto, bem como a baixa remuneração por parte dos planos de saúde, são alguns dos fatores que podem explicar o alto número de partos por cesárea.

 

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