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plano de saúde na gravidez

Plano de saúde na gravidez: tire suas dúvidas

Um dos passos para uma gravidez tranquila é o planejamento, que inclui questões burocráticas como o plano de saúde. Infelizmente, as despesas com o parto, consultas e exames no pré-natal são altas, fazendo com que muitas famílias optem pela contratação de um plano de saúde na gravidez.

Mas, nem sempre, esse processo é simples. Muitas gestantes são surpreendidas com contratos cancelados, maternidades sem vagas, cobranças indevidas do obstetra e do próprio hospital ou não se informam sobre os períodos de carência. Para evitar dor de cabeça é preciso conhecer seus direitos e planejar a contratação do plano de saúde na gravidez antes mesmo de engravidar.

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Informe-se sobre o período de carência

Essa é uma das principais surpresas das gestantes ao contratarem um plano de saúde na gravidez. As seguradoras devem seguir as regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que determina o prazo de 24 horas para o período de carência máxima no caso de emergências.

Já para as consultas e exames previstos no pré-natal, esse período chega a 180 dias. A boa notícia é que a maioria dos planos de saúde oferecem planos que variam entre 30 e 90 dias. Esse é um detalhe importante pois exames como o ultrassom precisam ser feitos logo no início da gravidez.

O parto é o detalhe que mais surpreende as gestantes. A carência é de dez meses a partir da adesão ao plano de saúde na gravidez. Ou seja, caso você feche contrato após engravidar é bem provável que não tenha o parto coberto pela seguradora. A única exceção é em caso de um parto prematuro, que é considerado emergencial pela ANS.

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Vai contratar um plano de saúde na gravidez? Tenha atenção nestes quesitos:

  • Cobertura: pode ser ambulatorial (apenas consultas, tratamentos e exames), hospitalar (assegura internação, sem parto) e hospitalar com obstetrícia (cobre o parto). Se você pretende engravidar, o ideal é garantir que seu plano tenha cobertura ambulatorial e hospitalar com obstetrícia.
  • Bebê: a cobertura hospitalar com obstetrícia também possibilita a inscrição automática do recém-nascido como dependente, até 30 dias após seu nascimento. É uma facilidade que dá mais tranquilidade para a família nos primeiros cuidados com o bebê. Caso contrário, no 1º dia de nascimento, a família terá que correr atrás de um plano de saúde para o pequeno ou arcar com as despesas com exames, internação e pediatra.
  • Rede credenciada: verifique quais são os hospitais e maternidades cobertos pelo plano de saúde que escolheu. Também veja a lista de médicos, clínicas e laboratórios. É importante que você tenha opções perto de casa ou do trabalho. Se você faz questão de um parto humanizado, por exemplo, verifique se a maternidade dispõe de salas preparadas para isso. 
  • Reembolso: também é importante saber como a operadora lida com as questões de reembolso. Se o seu obstetra não for credenciado, por exemplo, você pode ser ressarcida pelos gastos com as consultas particulares. 
  • Internação: também verifique as condições para internação, se pretende optar por enfermaria ou apartamento (na primeira opção você deve dividir o quarto com outras gestantes). Também é importante que o plano de saúde cubra as despesas com o seu acompanhante. Lembre-se de checar a regulamentação em caso de algum imprevisto com a mãe ou com o bebê, que exija mais dias de internação. Os gastos com a UTI neonatal não são baratos.

 

O plano de saúde é obrigado a cobrir todos os exames na gravidez?

A ANS tem uma lista com os procedimentos padrão realizados durante a gestação, obrigando os planos de saúde a cobrirem esses requisitos (desde que o plano escolhido pela gestante tenha cobertura para o tipo de procedimento). Não existe um limite máximo de procedimentos, mas a operadora pode solicitar justificativas caso o médico peça uma quantidade maior de exames de ultrassom, por exemplo.

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Há procedimentos que não são cobertos pelo plano de saúde na gravidez?

De modo geral, a ANS não exige que os planos de saúde forneçam medicamentos importados, inseminação artificial, exame de sexagem fetal, ultrassom 3D ou 4D ou tratamentos que não são sejam reconhecidos pelas instituições médicas e Ministério da Saúde.

Outro serviço que não está incluído na rede de cobertura é a contratação de uma doula, mas você pode lutar judicialmente pelo reembolso já que é uma assistência que favorece o parto natural, medida incentivada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Leia aqui sobre a importância da doula!

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Não consigo agendar um exame!

As operadoras têm obrigação de disponibilizar o serviço ou profissional de saúde. Para consultas com obstetras e pediatras, a ANS estipula o prazo máximo de sete dias. Já exames clínicos, como hemogramas, devem ser realizados em até três dias. Procedimentos de alta complexidade, como ressonância magnética, tem 21 dias. Caso a operadora não disponibilize outras opções, a gestante pode pagar pela consulta ou exame de forma particular e exigir o reembolso total.

 

Falta de vagas na maternidade

É um queixa comum mas é importante que a gestante saiba que o plano de saúde é obrigado a oferecer vaga em outra unidade, com os mesmos padrões. Caso não haja leitos vagos em outro hospital da rede credenciada, a família pode optar por qualquer outra instituição e os custos devem ser arcados pela operadora.

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O médico quer cobrar uma taxa de disponibilidade para o parto

Já falamos sobre essa questão aqui no Ficar Grávida. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) e o Procon entendem que a cobrança da taxa de disponibilidade no parto caracteriza-se comércio, indo contra à essência principal da medicina, que tem como dever primordial e superior a saúde dos envolvidos, no caso a gestante e o bebê.

Eles reforçam que as gestantes que têm plano de saúde têm direito gratuito a escolher os profissionais que a atenderam durante a gestação, cabendo às operadoras pagar a taxa de parto. Essa cobertura é garantida por lei e consta no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS, conforme determina a Lei 9656/98.

Caso a gestante não encontre um obstetra credenciado que realize o parto pelo plano de saúde, ela deve contatar a operadora de saúde, que é obrigada a oferecer um médico para realizar o procedimento. Se a grávida tiver preferência em realizar o parto com o médico que acompanhou o seu pré-natal, e ele não esteja disponível para o procedimento, ela tem a opção de ser atendida pelos plantonistas dos hospitais credenciados pelo plano de saúde sem custo algum.

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Pré-natal e parto pelo SUS

Mas lembre-se que não é obrigatório contratar um plano de saúde na gravidez. A partir do resultado positivo do teste de gravidez, a gestante também tem a opção de iniciar o pré-natal pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No Brasil, as grávidas têm direito a, no mínimo, seis consultas pré-parto e uma no pós parto. Entre os exames, todos os testes de sangue e urina, medicamentos, vacinas e ultrassonografias estão disponíveis de forma gratuita. Terapias para aliviar a dor durante o trabalho de parto também são garantidas pelo SUS, assim como contar com um acompanhante durante a internação e o parto, que pode ser normal ou cesariana.

 

 

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