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polidrâmnio

Polidrâmnio: entenda o líquido amniótico aumentado

Líquido amniótico aumentado. Muitas gestantes se assustam com essa informação no resultado do ultrassom. Esse excesso na produção de líquido recebe o nome de polidrâmnio, condição rara que atinge 1% das gestações principalmente no terceiro trimestre da gravidez.

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Quais são as causas do polidrâmnio?

Boa parte do líquido amniótico é formado pela urina do bebê, que repete o mesmo ciclo diariamente: ele absorve o líquido e faz xixi, repondo o “estoque”. Quando há desequilíbrio na quantidade de líquido, as principais causas estão ligadas à incapacidade do bebê absorver e engolir o volume ideal, acumulando líquido amniótico. 

Mas também há outros fatores que podem provocar o líquido amniótico aumentado:

  • Diabetes gestacional: o aumento do nível de açúcar no sangue da grávida faz com que o bebê urine mais, aumentando a quantidade de líquido amniótico.
  • Problemas gastrointestinais no bebê: podem diminuir a capacidade do bebê para absorver o líquido amniótico e, nestes casos, pode ser necessário fazer cirurgia após o nascimento para tratar o problema no bebê;
  • Crescimento anormal de vasos sanguíneos na placenta: promove uma produção exagerada de líquido amniótico;
  • Infecções como rubéola, citomegalovírus, toxoplasmose ou sífilis;
  • Doenças cromossômicas como Síndrome de Down ou Síndrome de Edwards.

Mas não se assuste! Doenças mais sérias, como as cromossômicas, são causas raras do polidrâmnio. Alterações sérias na placenta ou nas artérias do cordão umbilical também podem causar a condição, mas também são exceção. A maioria das gestantes que sofrem com o aumento da quantidade de líquido amniótico dão à luz crianças saudáveis.

 

Como é o diagnóstico?

Na maior parte dos casos, o polidrâmnio é diagnosticado em um exame de ultrassom de rotina durante o pré-natal. O obstetra pode solicitar outros exames para complementar o diagnóstico, como uma ultrassonografia mais detalhada, amniocentese ou teste de glicose, para avaliar os níveis de açúcar na grávida e no bebê. O polidrâmnio costuma aparecer por volta da 30ª semana de gravidez.

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Diagnóstico é confirmado através de exame de ultrassom, que avalia o ILA – Índice de Líquido Amniótico

 

Qual a quantidade ideal de líquido amniótico?

Primeiramente, antes de correr para checar o seu último exame de ultrassom e verificar a quantidade de líquido, lembramos que o volume de líquido vai aumentando no decorrer da gravidez e chega à sua quantidade máxima por volta de 34 semanas. Nessa etapa, uma gestante saudável pode ter entre 800 ml e 1 litro de líquido. Depois disso é normal que ele vá diminuindo pois o bebê cresce. No caso de polidrâmnio, o volume pode chegar até 3 litros (em casos extremos).

Na ultrassonografia, o nível de líquido amniótico é identificado pela sigla ILA. Os valores considerados normais ficam entre 8 cm e 18 cm. Quando o ILA está acima desses patamares, os médicos identificam o polidrâmnio.

 

Quais são os sintomas?

Algumas gestantes não apresentam sintomas e só descobrem a condição em um ultrassom de rotina, mas o líquido amniótico aumentado pode causar:

  • Crescimento acelerado da barriga
  • Sensação de pele esticada e brilhante
  • Falta de ar
  • Dores abdominais
  • Azia
  • Prisão de ventre
  • Dores nas costas
  • Excesso de estrias
  • Inchaço nas pernas
  • Varizes

Como são sintomas normais a gravidez, fica difícil diagnosticar qualquer problema a partir desses sinais. Por isso é tão importante seguir à risca o pré-natal e informar o médico de qualquer mudança brusca durante a gestação.

Uma das principais medidas durante as consultas é a medição da barriga. O médico saberá avaliar se o crescimento do útero está dentro dos parâmetros normais.

polidrâmnio

Medição da barriga nas consultas do pré-natal são uma forma de verificar se a quantidade de líquido está nos parâmetros normais

 

Polidrâmnio tem tratamento?

Depois de investigar as possíveis causas do aumento do líquido amniótico, o médico irá avaliar a melhor abordagem. Em caso de início de diabetes, por exemplo, somente uma dieta equilibrada e controle dos níveis de glicose já conseguem reduzir a quantidade de líquido. Também pode-se receitar medicação para reduzir a quantidade de urina produzida pelo bebê.

Nos casos mais graves, quando o acúmulo de líquido é muito grande, a gestante pode ter que passar por um procedimento – em ambiente hospitalar – para drenar o excesso. Essa medida reduz o risco de parto prematuro ou descolamento de placenta, mas é uma técnica invasiva e só deve ser considerada em último caso.

E, independente da causa do polidrâmnio, a recomendação para todas as gestantes que estão com excesso de líquido é o repouso, para retardar ao máximo o parto. Pode ser necessário o afastamento do trabalho e de tarefas do dia-a-dia, além de um acompanhamento mais criterioso com ultrassonografias para avaliar a quantidade de líquido.

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Repouso e manter uma dieta balanceada, fazem parte do tratamento do polidrâmnio na maioria dos casos

 

Estou com polidrâmnio. Posso tentar um parto normal?

Vai depender da quantidade de líquido perto da data provável do parto. Mas estatísticas mostram que cerca de 20% das mulheres com polidrâmnio têm parto prematuro em função do tamanho do útero, que fica muito distendido.

Outro risco é o prolapso do cordão que acontece quando um pedaço do cordão sai pelo colo do útero antes do bebê, quando a bolsa rompe. Nesses casos, uma cesariana deve ser realizada com urgência.

Descolamento de placenta durante o parto normal também é um fator de risco do polidrâmnio, assim como a hemorragia pós-parto. Além disso, não é raro o bebê permanecer sentado ou atravessado, pois tem dificuldade de encaixar. Por esses motivos, pode ser que o seu obstetra prefira agendar uma cesariana em caso de líquido amniótico aumentado.

 

 

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