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Os riscos do álcool na gravidez

Garantir uma gravidez tranquila depende de muitas mudanças! Algumas atitudes e restrições, especialmente alimentares, se tornam essenciais para manter a gestação saudável. Uma das principais proibições logo no comecinho, e que devem ser levada muito a sério, é o consumo do álcool. Ele é responsável por diversos problemas na formação física e mental do bebê, podendo causar a Síndrome do Alcoolismo Fetal. Hoje vamos ajudar as futuras mamães a entenderem os motivos dessa proibição explicando os riscos do álcool na gravidez.

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Por que evitar o consumo de álcool na gravidez?

O motivo é simples! Assim como a água, o álcool tem passagem livre pela placenta, chegando facilmente ao bebê. Como o fígado do pequeno ainda está em formação, ele demora o dobro do tempo da mãe para metabolizar o álcool, aumentando as chances de ser afetado.

Pensando nisso, a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) às mulheres que pretendem engravidar é que, não apenas diminua, mas parem de consumir álcool dois meses antes de começar as primeiras tentativas.

Um jornal especializado britânico – Journal of Epidemiology and Community Health – publicou, em 2014, um estudo que aponta o primeiro trimestre de gravidez como o período mais vulnerável aos malefícios do álcool.

Dentre os riscos do consumo de álcool na gravidez, o mais assustador é o aborto, que chega a triplicar! E não é só isso! As chances do bebê nascer prematuro, com baixo peso, malformações, alterações no rosto, microcefalia, retardo mental, no desenvolvimento e no crescimento, e problemas cardíacos também são alarmantes.

 

Síndrome do Alcoolismo Fetal

Além de todos os riscos descritos anteriormente, o pequeno ainda corre o risco de nascer com a Síndrome do Alcoolismo Fetal. Uma doença irreversível que pode causar retardo no desenvolvimento mental e físico do bebê, como alteração na visão e audição, deformidade facial, lesões no sistema nervoso levando a maiores problemas psicomotores e anomalias cardíacas, esquelética ou até nos órgãos genitais do pequeno.

A síndrome pode não se manifestar no nascimento, onde o bebê nasce aparentemente normal. Porém, as consequências podem aparecer até os 3 ou 4 anos de idade, sendo capaz de aumentar até os riscos de morte na infância.

É importante salientar que, apesar do bebê não apresentar as características marcantes da Síndrome do Alcoolismo Fetal, como deformidade ou deficiência no crescimento, a exposição ao álcool causa danos cerebrais e outros problemas tão aparentes e preocupantes quanto os portadores da doença.

Problemas de raciocínio e memória, déficit de atenção e aprendizado, incapacidade de resolver problemas, hiperativismo, comportamentos sociais inadequados, impulsividade excessiva e outros transtornos são claramente percebidos nas crianças e adolescentes afetados pelo consumo de álcool da mãe durante a gravidez.

 

Um apelo

Em 2015, Martim, pai de Matthew Kaye, fez um apelo ao jornal britânico Mirror para que todas as mulheres grávidas ou tentantes não bebam álcool na gravidez. Desde 2009, após a morte da esposa por insuficiência cardíaca decorrente do vício, ele cuida sozinho do filho portador da Síndrome do Alcoolismo Fetal.

A esposa de Martin bebeu durante toda a gravidez escondida do marido. “Após o nascimento, Angelique se sentou ao meu lado sem dizer uma palavra. Eu não conseguia olhar para ela. Fiquei pensando: ‘Isso é tudo culpa sua’. Depois eu a questionei, mas ela não quis discutir o assunto. Ela se recusou a acreditar que o fato de ter bebido tinha prejudicado Matthew. Ela estava em negação total”, contou ao Mirror.

Matthew nasceu aos sete meses pesando apenas 900 gramas, o álcool destruiu as células do cérebro após danificar o sistema nervoso central do pequeno. O atraso do menino fez com que seus primeiros passos fossem somente aos três anos, a ingestão de alimentos sólidos, aos cinco, e aos oito anos de idade ele ainda tinha dificuldades para andar, falar e deglutir alimentos sólidos.

“Meu filho é um menino lindo, a melhor coisa que já me aconteceu, mas ele vai precisar de cuidados por toda a vida. Quero passar a mensagem para as mulheres grávidas e para as mulheres que estão tentando engravidar: Não bebam! Por favor, não arrisquem”.

 

Agora você já sabe que os motivos da exclusão do álcool na gravidez são mais do que suficientes. Evitar o triste sentimento de culpa que você poderá carregar por toda a vida é o melhor a fazer neste momento! Temos até que concordar com as vovós quando dizem: “é melhor prevenir do que remediar”, não é mesmo?! Te garanto que no final, toda dedicação valerá a pena! A certeza de ter feito tudo o que estava ao seu alcance, para sair perfeito, vai garantir a tranquilidade e a serenidade na hora de deitar a cabeça no travesseiro e fazer aquele balanço da vida antes de dormir! 😉

 

 

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