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gestante fazendo exame de sangue para detectar sífilis congênita

Pediatras e obstetras fazem alerta sobre os riscos da sífilis congênita

Você conhece o Outubro Verde? O mês, que já é conhecido pelo combate ao câncer de mama, também será intitulado como Outubro Verde, para conscientizar a população e, principalmente, as gestantes sobre o combate à sífilis congênita. A campanha foi lançada pela Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) e pela Associação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (SOGESP) e tem o intuito de diminuir o número de casos de bebês nascidos com sífilis congênita.

A infecção, que é causada pela bactéria Treponema pallidium, é capaz de atravessar a barreira placentária e infectar o feto com a sífilis congênita.  A SPSP e pela SOGESP lançaram o Outubro Verde devido ao aumento considerável do número de bebês afetados pela sífilis congênita.

 

Número de casos de sífilis congênita

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2004, a taxa de contaminação em menores de 1 ano era 1,7 casos para cada 1000 nascidos vivos. Já em 2013, o número subiu para 4,7. O índice de mortalidade infantil por sífilis congênita passou de 2,2 a cada 100.000 nascidos vivos em 2004 para 5,5 em 2013.

Cerca de 90% dos bebê que entram em contato com a bactéria dentro da barriga da mãe desenvolvem alguma anomalia, como má-formação cerebral, alterações ósseas, cegueira e lábio leporino. O bebê também corre o risco de nascer com icterícia ou com hepatite. E, claro, o óbito neonatal também pode ocorrer. Além disso, o  Treponema pode levar a gestante a sofrer um aborto ou entrar em trabalho de parto prematuro.

 

gestante fazendo exame de sangue para detectar sífilis congênita

 

Diagnóstico e tratamento

A presença da bactéria Treponema pallidium no sangue da gestante pode ser detectada por meio de um exame de sangue, o Venereal Disease Research Laboratory (VDRL).  O descobrimento precoce da doença e o tratamento adequado são essenciais para evitar a transmissão da sífilis congênita para o feto. Para descobrir a doença o quanto antes, o ideal é que a gestante realize o exame várias vezes durante o pré-natal.

O tratamento contra a doença deve ser feito com um antibiótico, a penicilina benzatina. Esse é o único medicamente que impede a transmissão da sífilis da mãe para o filho. A dose vai variar de acordo com o estágio da doença. Como a sífilis é uma DST, o parceiro também deve fazer o tratamento contra a doença. Para não correr o risco de contrair a sífilis ou qualquer outra DST, é preciso usar camisinha – não tem segredo.

Para saber mais informações sobre a sífilis congênita, acesse o Portal da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

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