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sífilis na gravidez

Sífilis na gravidez pode trazer sérios problemas para o bebê

Segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde em 2016, houve um aumento de 20,9% de casos de sífilis na gravidez nos anos de 2014 e 2015. Esse número representa um aumento de 19% nos casos da doença em sua forma congênita, quando o bebê adquire pela mãe.

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Sífilis na gravidez

A sífilis é uma doença  infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum, com transmissão sexual, por transfusão de sangue contaminado ou da mãe infectada para o bebê. Nesse último caso, recebe o nome de sífilis congênita.

Durante a gestação, a doença é potencialmente perigosa pois a bactéria tem a capacidade de ultrapassar a placenta, atingindo o bebê.

“As consequências que ela pode trazer vão desde aborto, natimortalidade, nascimento com baixo peso e até parto prematuro. Além disso, após o nascimento, o bebê pode apresentar cegueira, malformações no cérebro, alterações ósseas e lábio leporino”, explica a ginecologista e obstetra de São Paulo, Dra. Maria Elisa Noriler.

Prevenção e diagnóstico da sífilis na gravidez no pré-natal

Realizar um pré-natal adequado, cumprindo todos os exames, é a principal arma na prevenção e controle da doença. A gestante deve realizar três exames para sífilis: um no início da gestação, um no terceiro trimestre e outro logo antes do parto.

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Parceiros de grávidas e mulheres que estão tentando engravidar também devem realizar o exame. Caso a sífilis seja confirmada, o tratamento é realizado pelo obstetra de acordo com a gravidade e tempo de contaminação.

“Quanto à prevenção da sífilis, de forma geral, o conselho é fazer sempre o uso do preservativo nas relações sexuais. Mulheres que suspeitam que tenham contraído a doença devem consultar rapidamente seu ginecologista para a realização de exames necessários para o diagnóstico e, em caso de confirmação de contaminação, o tratamento adequado para evitar complicações à saúde e aumentar as chances de cura”, explicou a especialista.

Sintomas da sífilis

Muitas pessoas descobrem a doença apenas após o resultados de exames, pois os sintomas variam bastante conforme o estágio. No início é comum que passem despercebidos.

Na fase inicial, conhecida como sífilis primária, a doença se caracteriza pelo aparecimento de cancro, uma ferida dura e indolor. Pode aparecer no lugar que houve a infecção, nos órgãos genitais, dentro da boca, na mão. Sem tratamento, a ferida desaparece em até um mês e meio. Mas a doença continua se multiplicando e pode atingir a corrente sanguínea.

Quando chega nesse estágio, a doença passa a ser sífilis secundária. Pode causar erupções na pele, que não coçam, novas lesões, sintomas parecido com a gripe e queda de cabelo. Os sintomas tendem a desaparecer em alguns meses, sem tratamento.

Mas a bactéria atinge logo sua fase latente, com graves consequências. No estágio terciário, a sífilis pode provocar lesões cardíacas, nos ossos, na pele e em outros órgãos, podendo chegar a óbito.

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Outra consequência é a neurossífilis, quando o sistema nervoso é afetado pela doença, causando convulsões, deficiência visual, auditiva, demência e problemas na medula espinhal.

Por isso é fundamental buscar atendimento médico em caso de aparecimento dos sintomas relatados acima, especialmente na fase inicial, mesmo que não surja dor ou outros incômodos.

 

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