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Relato de parto: Adriana deu à luz em um parto pélvico

O instinto materno é um dos sentimentos mais fortes do mundo. E a mãe do nosso relato de parto de hoje sabe bem disso. Adriana sentia que algo estava errado com a bebê e foi ao hospital verificar a saúde da filha, aos 9 meses de gestação. As enfermeiras se negaram a realizar uma ultrassonografia e não viram que a pequena Vitória Fernanda não estava na posição ideal para nascer. Ela veio ao mundo em um complicado parto pélvico e Adriana foi impedida de ser acompanhada pelo marido. O seu relato mostra a força e a garra de uma mãe, que não perdeu as esperanças nem por um minuto!

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A pequena Vitória Fernanda com apenas 9 dias de vida/Arquivo Pessoal

 

O relato de parto de Adriana

Meu nome é Adriana. Engravidei aos  21 anos de idade, de forma planejada. Descobri no dia 17/01/2006, quando comecei a passar mal e busquei atendimento em um posto de saúde de minha cidade. A médica apalpou a minha barriga e disse: “você está grávida”. Meu coração quase explodiu de tanta felicidade. No outro dia já realizei o exame de sangue para comprovar que realmente estava grávida. Eu estava muito feliz, pois estava tentando engravidar já há três meses. Minha gravidez foi ótima. Não tive enjoos e nem senti dor. O nascimento da minha bebê estava previsto para 27/09/2006. Quando completei  oito meses de gestação, no dia 31/08/2006,  fiz uma ultrassonografia para ver em qual posição que a bebê estava, para saber se o parto seria normal ou cesárea. Eu sempre quis parto normal!

O exame mostrou que ela já estava encaixada, só aguardando o grande dia. Mas, neste dia, passei por uma grande discussão familiar que fez a minha pressão arterial subir para 16/10. Fui para o hospital no dia 08/09/2006 e estava muito nervosa. As enfermeiras me acolheram com muito carinho e conseguiram me acalmar. A minha pressão estabilizou e retornei pra casa. Tudo se acalmou, graças a Deus. No dia 29/09/2006 começaram os primeiros sinais de que iria ganhar a minha bebê.  Entrei em contato com minha mãe, que morava em outra cidade para que ela pudesse preparar as malas para vir me acompanhar no hospital, além de meu marido. Neste mesmo dia que fomos buscar a minha mãe na rodoviária, comecei a sentir uma agonia estranha, um medo tão grande que não sabia o que estava acontecendo.

Fui ao hospital pois minhas contrações estavam de 8 min em 8 min, mas me mandaram de volta pra casa dizendo que ainda não era a hora. Lembro que minha mãe falou com a enfermeira:”Vamos fazer uma ultrassonografia para ver como está a posição do bebê!”. A enfermeira respondeu: “Não precisa, ela está encaixada. Podem ficar tranquilos”. Fomos para casa! Quando eram duas horas da madrugada do dia 30/09/2006, as contrações voltaram, com intervalos de 3 minutos. Fomos correndo para a maternidade. Apenas meu marido teve autorização para entrar comigo. Chegando na sala de triagem, fizeram o exame de toque e a minha bolsa estourou. Olhei para a enfermeira e ela não fez uma cara muito boa. Falei para ela: “Meu marido quer assistir o parto”. A resposta foi essa: “Não dá para seu marido assistir, pois será um parto complicado!”. Em seguida falei- “Por quê?”. Ela respondeu: “Infelizmente sua bebê está sentada e ele não vai poder assistir!”.

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Poxa vida, um momento tão esperado! Mas enfim, fui andando para sala de parto onde imediatamente me aplicaram o soro, para as contrações virem mais fortes. Escutei a enfermeira parteira dizendo que o pezinho da minha bebê estava pra fora. Foi aí que começou o desespero. Até então ela não tinha chamado o médico obstetra e tentou realizar o procedimento sozinha. Após uns 10 minutos, ela pediu para chamar o médico. Foi então quando ele se deparou com aquela situação e demonstrou irritação por não ter sido chamado antes. De imediato ele deu continuidade ao parto e começou a luta para um parto pélvico.

Ele colocou seus braços para puxar a minha filha e saiu apenas uma perna. A outra estava enrolada no cordão umbilical. Ele introduziu a tesoura dentro de minha barriga para cortar o cordão, para que a outra perna saísse. Logo ele foi puxando a minha filha, membro por membro. Quando ela ficou com o corpo quase inteiro pra fora, ele me disse: “Mãezinha, faça toda a força que for possível para que saia a cabecinha de sua filha sem que pare no pescoço dela”. Fiz a força que Deus me mandou e ela conseguiu sair. De imediato ela já foi aos primeiros socorros pois os batimentos cardíacos dela estavam muito baixos. As enfermeiras já estavam me “consolando”, dizendo que eu poderia ter outros filhos. Fiquei desesperada, angustiada e pedi a todos na sala de parto que fizessem uma oração para que ela ficasse bem.

Todos fizeram uma oração naquele momento. Depois de meia hora de nascimento, minha  filha chorou pela primeira vez. Que alegria escutar o chorinho mais lindo do mundo!!  Minha filha ficou cinco dias na UTI em estado crítico, por falta de uma simples ultrassonografia que não foi feita antes do parto. Com a graça de Deus, ela é hoje uma criança normal, inteligente e muito esperta. Hoje ela está com 10 anos e é a minha vida. E Deus me presenteou novamente com outra princesa, que esta com quase um ano de idade, e que teve um parto mais tranquilo. Elas são a minha vida!

 

E a sua história?

Vamos adorar conhecer e publicar o seu relato de parto! Encaminhe para nós no e-mail redacao@ficargravida.com.br com nome, idade e fotos da família.

 

 

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