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Relato de parto: Paloma Freitas

Relato de parto: Paloma, 21 anos, cesárea

O relato de parto da Paloma Freitas, de 21 anos, é daqueles imprevisíveis. Nove dedos de dilatação, contrações minuto a minuto, bebê encaixando, tudo para um parto normal e, de repente, encaminhamento para uma cesárea e anestesia. Não foi como ela planejou, mas toda a felicidade que sentia por dar a luz à Ana Júlia supriram as adversidades.

É bom ouvir histórias inspiradoras como o relato de parto da Paloma. Como ela mesmo disse, independente do tipo de parto, todas as gestantes se tornam Mães com M maiúsculo. Tudo isso porque o amor é o que realmente importa em todo este processo!

Tem uma história assim? Então, manda para o nosso e-mail redação@ficargravida.com.br. Não se esqueça de colocar nome, idade, tipo de parto e fotos deste momento inesquecível. Para se inspirar, leia o relato de parto na íntegra e se emocione como a gente se emocionou.

O relato de parto da Paloma

“Em março de 2016, meu marido e eu tomamos a decisão de que queríamos ter um filho, porém não imaginávamos que seria tão rápido (rs). Como tomava anticoncepcional há 5 anos, decidi parar no dia 10 de março. Foi o último dia da minha menstruação, não sei a data da concepção ao certo, porém sei que no 15 já estava grávida. Minha gravidez foi muito tranquila. Tive enjoos até o quarto mês, depois disso fiquei de boa. Nenhuma azia, tinha muita disposição por sinal.

Relato de parto: Paloma Freitas

Ana Júlia nasceu em um parto cesárea, com 3,305 quilos e 47 centímetros. “Cheia de saúde”, como diz a mamãe

Com 37 semanas e 4 dias, senti algumas fisgadas e fui à maternidade. Nunca havia ido, pois nunca tinha sentido nada diferente. Chegando lá, descobri que estava com um centímetro de dilatação. Neste momento, a ansiedade tomou conta. Quando completei minhas 38 semanas, fui à consulta semanal e já estava com dois centímetros. Minha ginecologista obstétrica me disse que não passaria nem do final de semana. Estávamos numa quarta feira. A mesma me disse que já conseguia sentir a cabeça da minha bebê. Pois bem! Passei o final de semana e nenhum sinal, porém feliz por já ter dilatação. Meu desejo, desde o início, foi ter parto normal.

Quando completei 39 semanas, numa quarta-feira, voltei para minha consulta e estava com três centímetros, porém ainda não sentia absolutamente nada, apenas as contrações de treinamento. Já havia desistido, me conformei que passaria o natal sem conhecer minha filha.

Na segunda-feira, no dia 19, acordei às 7 da manhã sentindo umas dores, eram muito fracas e nos intervalos tirava cochilos, mas nem imaginei que era o início das contratações. Quando me dei conta, fui cronometrar e estavam a cada oito minutos. Levantei fiquei caminhando, fui para debaixo do chuveiro e liguei água quente para acelerar. Às 11h15, resolvi sair de casa. Estava com contrações a cada quatro minutos. Chegando à maternidade, foi feito o exame de toque e estava com seis centímetros, o médico me disse que até o fim da tarde nascia. Minha internação foi feita as 12h40.

Às 14 horas, estava com oito centímetros. As enfermeiras me auxiliavam a fazer força, até que uma delas me disse que conseguiu ver o cabelo da bebê. Fiquei mega feliz, estava chegando o momento tão esperado e dá forma que havia planejado. Sem soro nem nada, apenas meu corpo trabalhando. 

As 14h25 o médico fez mais um exame e estava com nove centímetros. Nesse momento, ele estourou a bolsa, as dores ficaram mais fortes e a vontade de fazer cocô veio. Até este momento não tinha sentido essa vontade ainda. Às 14h30, o médico me diz que iria fazer uma cesariana, pois minhas forças não eram suficientes. Entrei em desespero, pois estava tudo tão bem e tão rápido. Porém, o mesmo me disse que ela estava muito encaixada e se demorasse muito poderia ser prejudicial a neném. Aceitei, pois era para o bem dela. 

Levantei da cama. Nesse momento estava com contrações a cada um minuto, Fui caminhando até o banheiro. Quase não consigo levantar do vaso, pois a contratação estava muito forte e a enfermeira me falava para não fazer força, o que era quase impossível.

Fui para sala de parto caminhando. Quando tomei a anestesia foi um alívio, a dor sumiu. Meu marido entrou e, as 14h42, a Ana Júlia nasceu, pesando 3,305 quilos e 47 centímetros. Cheia de saúde!

O pior ainda estava por vir. Chegando ao quarto, não sentia minhas pernas, porém a dor na minha barriga era insuportável. Chorava implorando remédio, me deram, mas não adiantou em nada. Fiquei horas ali com dores. Até que veio uma enfermeira e me aplicou uma injeção. Passados dois minutos, começou a fazer efeito e veio a ânsia de vomito. Ainda estava com dores. Nesse momento só pedia forças para Deus. Tinha momentos que eu apagava, mas as dores me acordavam.

Lá para as 22 horas, finalmente, tudo passou! Durante todo momento de dores insuportáveis, minha bebê permaneceu calma e só dormia. Todos os outros bebês chorando e ela bem calminha. As 23 horas, consegui me levantar e tomar banho. Logo minha bebê acordou e ficou grudada comigo a madrugada inteira. No dia seguinte, estava caminhando normalmente. Minha recuperação foi ótima, mesmo não tendo saído como planejava. Pude ver Deus comigo e com minha Anaju em cada detalhe e sou imensamente grata a Ele pelo privilégio de ser mãe. Independente de parto normal ou cesariana, a partir do primeiro positivo, somos Mães e com M maiúsculo. Nunca imaginei que fosse capaz de suportar tanta dor, mas estas mesmas dores se tornam nada perto do imenso amor que os filhos nos despertam.”

 

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