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congelamento de óvulos

Congelamento de óvulos: como funciona?

Seja pela falta de um parceiro, a preocupação com a carreira profissional ou estabilidade financeira, é cada vez mais fácil encontrar mulheres que adiaram os planos de engravidar. Para elas se tornarem mães com a idade mais avançada, o congelamento de óvulos aparece como uma interessante alternativa para preservar a fertilidade.

Com os óvulos congelados, elas podem recorrer às técnicas de reprodução assistida para serem mães quando se sentirem prontas.

congelamento de óvulos

 

O que é o congelamento de óvulos?

O congelamento de óvulos consiste na coleta e resfriamento das células reprodutivas femininas, para que possam ser utilizadas no futuro em uma possível gravidez. É muito procurado por mulheres com mais de 35 anos, que não podem engravidar neste momento mas desejam preservar os óvulos ainda saudáveis.

Também é uma opção para mulheres que passam por tratamentos oncológicos, como quimioterapia e radioterapia, que podem causar infertilidade. Coletando os óvulos antes dos procedimentos, as mulheres conseguem manter o sonho de serem mães quando recuperarem a saúde.

Quem tem problemas no sistema reprodutor ou histórico de menopausa precoce na família também pode recorrer à técnica.

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Quero congelar meus óvulos. Como funciona o processo?

O primeiro passo é agendar uma consulta com um médico especializado em reprodução assistida, para entender a técnica e conversar sobre a possibilidade do congelamento de óvulos. Mulheres com mais de 21 anos já podem se submeter ao procedimento.

O especialista pode solicitar um exame que irá verificar a reserva ovariana, etapa essencial para que o congelamento possa ser realizado. Caso o número de óvulos esteja baixo ou inexistente, a mulher pode passar por uma estimulação ovariana.

 

Como é feito o procedimento?

Se estiver tudo certo com a saúde da mulher, o especialista inicia o processo com a estimulação hormonal. O objetivo é que ela produza mais óvulos em um mesmo ciclo menstrual. Isso é feito com o uso de medicamentos e hormônios específicos, sob orientação do médico especialista em reprodução humana.

Antes da coleta, o médico avaliará a melhor data para a retirada dos óvulos através da ultrassom seriada. Quando os folículos atingem o grau de maturidade ideal, uma nova medicação é aplicada. Cerca de 36 horas depois, a coleta é feita.

Para o procedimento, a mulher é sedada para que o especialista realize a punção dos ovários em uma ultrassom transvaginal. Após a coleta, os óvulos são avaliados e, se estiverem em perfeito estado, congelados.

congelamento de óvulos

 

É seguro?

Sim, mas como qualquer procedimento médico envolve riscos. Uma minoria das mulheres que se submetem à estimulação ovariana podem vir a desenvolver a síndrome da hiperestimulação ovariana.

A síndrome provoca acúmulo e excesso de líquido em cavidades corporais, causando desconforto abdominal, dificuldade para respirar e aumento da circunferência na região do abdômen.

Tem tratamento, mas é importante que a mulher tenha atenção aos sintomas e informe o médico responsável pelo congelamento dos óvulos.

Quais são as técnicas usadas para o congelamento?

A técnica mais indicada é a vitrificação. Para preservar os óvulos durante o processo, eles são envolvidos em uma solução gelatinosa com alta concentração de crioprotetor – substância usada para proteger o tecido biológico de danos que podem ser causados no congelamento.

Em poucos minutos, eles chegam a até -196°C nos tanques de nitrogênio líquido, onde são acondicionados em palhetas individuais, identificadas com os dados da paciente.

Uma das vantagens da vitrificação é que a técnica impede a formação de cristais, que podem danificar o óvulo no descongelamento, reduzindo a possibilidade de usá-los além de poderem causar alterações cromossômicas.

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Quantos óvulos serão congelados? Há um limite?

As clínicas de reprodução humana coletam de 10 a 15 óvulos, que é um número suficiente para as futuras tentativas de fertilização.

Uma quantidade maior pode ser coletada em caso de doenças sérias, que comprometam a fertilidade de forma definitiva, ou casais com dificuldades comprovadas para engravidar, que tenham tentado outras vezes.

 

Por quanto tempo os óvulos podem ficar congelados? Há um período de validade?

Os óvulos podem ser mantidos no nitrogênio líquido por tempo indeterminado, sem nenhum prejuízo quanto à qualidade do gameta. O congelamento mantém as características essenciais do óvulo, impedindo que ele envelheça ou sofra qualquer alteração.

 

Quantos óvulos são descongelados para cada tentativa de fertilização?

Todos os óvulos são descongelados e fertilizados com espermatozoides coletados do parceiro ou de doadores. Enquanto isso, o útero da mulher é preparado para receber o embrião.

O número de embriões transferidos na fertilização depende da idade da mulher na época da coleta dos óvulos e na implantação. Quanto mais jovem, menor é a quantidade, pois as chances de uma gravidez se confirmar são maiores em mulheres abaixo dos 35 anos.

Os embriões excedentes voltam a ser congelados. Após cinco anos de criopreservação, eles podem ser descartados ou doados para pesquisas de células-tronco.

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Óvulos congelados e não utilizados podem ser doados

Em caso de desistência, os óvulos congelados e não utilizados podem ser descartados ou doados, para mulheres que querem ter filhos mas não podem utilizar os próprios óvulos para a fertilização.

 

Quanto custa?

Para o congelamento de óvulos, a mulher pode desembolsar de R$ 6 mil a R$ 15 mil, além de ser necessário pagar uma taxa de manutenção na clínica, que pode chegar a R$ 1 mil por ano. O valor varia bastante de acordo com a cidade, região do país e clínica escolhida.

Alguns hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) oferecem o procedimento de forma gratuita para pacientes em tratamento de câncer de útero ou ovários.

 

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