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Inseminação artificial: entenda a técnica

Com certeza você soube que a cantora Ivete Sangalo está grávida de gêmeas, aos 45 anos. A nova gravidez foi possível graças a inseminação artificial, após Ivete ter congelado os seus óvulos.

Também chamada de inseminação intrauterina, a técnica consiste em depositar no útero da mulher os espermatozoides que têm excelentes chances de fecundação – isolados previamente em laboratório, após a coleta do sêmen do homem.

Quando a inseminação artificial é indicada?

A inseminação artificial é indicada para casais que enfrentam problemas na fecundação, já que a técnica favorece o encontro do espermatozoide com o óvulo. Vamos falar separadamente de cada caso em que a inseminação artificial é uma ótima opção de tratamento:

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Inseminação artificial com o sêmen do parceiro:

  • Muco Cervical – Algumas mulheres apresentam um ambiente hostil para a passagem do espermatozoide, com um muco que não permite boa motilidade. Para que os espermatozoides encontrem o óvulo, essa barreira deve ser transpassada e a inseminação ajuda neste sentido, pois já coloca os espermatozoides no local adequado.
  • Problemas na ovulação – Nem sempre a ovulação ocorre de forma regular ou os hormônios são liberados no momento e quantidade ideal para ocorrer a ovulação. Nesses casos, o médico precisa induzir e monitorar a ovulação, além de colocar os espermatozoides próximos ao óvulo, exatamente quando estes estiverem nas trompas e prontos para a fecundação.
  • Problemas na fertilidade masculina – Para que ocorra a fertilização espontânea, são necessários aproximadamente 100 mil espermatozoides com excelente motilidade. Nem sempre é possível que isso ocorra naturalmente. Na inseminação, somente os melhores espermatozoides são selecionados para a fecundação.
  • Endometriose (grau leve a moderado) – A endometriose é uma das maiores causas de infertilidade feminina. Por causa da inflamação gerada pela doença, o encontro do óvulo com o espermatozoide pode ficar prejudicado. Nos casos menos graves, a inseminação artificial é o melhor tratamento para o casal tentar engravidar.
  • Fator imunológico – ocorre quando anticorpos antiespermatozoides interferem na fertilização. O preparo do sêmen na inseminação artificial pode liberar os espermatozoides de boa parte desses anticorpos aderidos, otimizando o processo de fertilização.

 

Inseminação artificial com o sêmen de um doador:

Indicado em caso de:

  • Ausência de espermatozóides;
  • Mulher sem parceiro;
  • Abortamento de repetição por fator genético;
  • Casal HIV sorodiscordante.

 

Inseminação intrauterina: entenda o processo passo-a-passo

Na inseminação, a ovulação é estimulada com medicamentos. O objetivo é que a mulher produza de dois a três óvulos no ciclo de tratamento, que serão liberados no momento e da forma correta.

Essa fase do tratamento dura por aproximadamente 10 dias. A ovulação é monitorada por exames de ultrassonografia que informam ao médico a data adequada para a aplicação de outro medicamento, que induzirá a ruptura dos folículos para a liberação dos óvulos.

Esse acompanhamento também permite estabelecer o dia e horário da ovulação, quando será realizada a inseminação.

No dia da ovulação, três horas antes do horário estipulado para a inseminação, o homem deve comparecer à clínica para a coleta do sêmen.

O laboratório irá separar os melhores espermatozoides (normalmente os mais rápidos), que serão acomodados em um fluido parecido com o que fica nas trompas da mulher e de´pos colocados em um cateter acoplado a uma seringa.

No horário estabelecido para a inseminação, o cateter é introduzido no útero da mulher e os espermatozoides são depositados no ambiente uterino próximo às trompas. O objetivo é que eles nadem até as trompas e encontrem com os óvulos liberados pelos ovários, como ocorre de forma natural na fecundação.

A partir daí – formação do embrião, chegada ao útero e implantação do zigoto – tudo passa a transcorrer de forma natural, sem interferência médica.

O teste de gravidez é realizado cerca de 15 dias depois da inseminação. Caso a mulher não engravide, um novo ciclo poderá ser iniciado logo em seguida.

As chances de gravidez por inseminação intrauterina giram em torno de 25% em cada tentativa.

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Fonte: Vida – Centro de Fertilidade

 

 

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