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Maternidade tardia aumenta procura por congelamento de óvulos

É cada vez mais comum encontrar mulheres que adiam o sonho de ser mãe. Muitas são levadas pela carreira profissional, a busca por estabilidade financeira, a falta de um parceiro ideal e até problemas de saúde, como o câncer. A maternidade tardia é uma realidade atual e muitas mulheres acima de 35 anos encontraram no congelamento de óvulos uma forma de preservar a fertilidade.

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“Biologicamente falando o melhor momento para uma gravidez está por volta dos 18 e 30 anos. Entretanto, aquelas que têm mais de 35 anos também podem ser mães, só lembrando que a dificuldade para que isso aconteça pode ocorrer, já que a possibilidade de engravidar a cada ciclo é de 20% para mulheres com 30 anos, aos 40 anos, as chances diminuem para apenas 5%”, explica a ginecologista e obstetra, Dra. Maria Elisa Noriler.

Uma das consequências da maternidade tardia é o crescimento na procura por congelamento de óvulos nas clínicas de reprodução humana. Segundo o Sistema Nacional de Produção de Embriões, o SisEmbrio, em 2017, 75.557 embriões foram congelados no Brasil, um aumento de 13% em relação ao ano de 2016, quando 66.597 embriões foram congelados.

O congelamento de óvulos preserva a fertilidade da mulher por muito anos, conservando suas propriedades intactas. Depois de um período indeterminado, quando a mulher decide engravidar, os óvulos são descongelados, fertilizados em laboratório e os embriões formados transferidos para o útero.

“Caso a paciente esteja pensando em partir para esse procedimento, o ideal é que primeiro essa ideia seja conversada com seu médico ginecologista. Ele poderá avaliar junto com você por meio de histórico de vida e exames se a técnica é realmente necessária ou viável para o caso”, explica a profissional.

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Como funciona o congelamento de óvulos?

O congelamento de óvulos consiste na coleta e resfriamento das células reprodutivas femininas, para que possam ser utilizadas no futuro em uma possível gravidez.

Também é uma opção para mulheres que passam por tratamentos oncológicos, como quimioterapia e radioterapia, que podem causar infertilidade. Coletando os óvulos antes dos procedimentos, as mulheres conseguem manter o sonho de serem mães quando recuperarem a saúde.

Quem tem problemas no sistema reprodutor ou histórico de menopausa precoce na família também pode recorrer à técnica.

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Procedimento

O procedimento tem início com a estimulação hormonal. O objetivo é que ela produza mais óvulos em um mesmo ciclo menstrual. Isso é feito com o uso de medicamentos e hormônios específicos, sob orientação do médico especialista em reprodução humana.

Antes da coleta, o médico avaliará a melhor data para a retirada dos óvulos através da ultrassom seriada. Quando os folículos atingem o grau de maturidade ideal, uma nova medicação é aplicada. Cerca de 36 horas depois, a coleta é feita.

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Para o procedimento, a mulher é sedada para que o especialista realize a punção dos ovários em uma ultrassom transvaginal. Após a coleta, os óvulos são avaliados e, se estiverem em perfeito estado, congelados.

Os óvulos podem ser mantidos no nitrogênio líquido por tempo indeterminado, sem nenhum prejuízo quanto à qualidade do gameta. O congelamento mantém as características essenciais do óvulo, impedindo que ele envelheça ou sofra qualquer alteração.

É caro?

Para o congelamento de óvulos, a mulher pode desembolsar de R$ 6 mil a R$ 15 mil, além de ser necessário pagar uma taxa de manutenção na clínica, que pode chegar a R$ 1 mil por ano. O valor varia bastante de acordo com a cidade, região do país e clínica escolhida.

Alguns hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) oferecem o procedimento de forma gratuita para pacientes em tratamento de câncer de útero ou ovários.

Maternidade tardia: Quais são os riscos?

Apesar do avanço da tecnologia que permite à mulher adiar a gravidez, não podemos esquecer dos riscos da maternidade tardia. A gestação deve ser planejada com mais critério.

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A principal preocupação é com o aumento das chances de complicações, que colocam a vida de mãe e bebê em risco. A ginecologista e obstetra Dra. Maria Elisa Noriler alerta que mulheres que optam pela maternidade tardia precisam tomar alguns cuidados extras com sua saúde e de seu bebê.

“Uma gestação nessa fase está relacionada ao aparecimento de diversas complicações como: hipertensão arterial, diabetes, abortamento, malformação fetal, doença renal, neurológica e pulmonar”, explica a especialista.

Outro ponto a ser considerado na gravidez tardia são os riscos de abortamento, partos prematuros e malformações do feto durante a gestação, que sobem conforme a idade da mulher avança.

Cuidados

Para minimizar esses riscos, a mulher deve fazer um acompanhamento criterioso durante a gravidez tardia, seguindo à risca o pré-natal e priorizando um estilo de vida mais saudável, fatores que influenciam diretamente na saúde do bebê a longo prazo.

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“Fazer uma ultrassonografia morfológica com especialista em medicina fetal, manter o peso ideal, optar por hábitos saudáveis com a alimentação, praticar atividade física regularmente, não fumar, não consumir álcool e também estar em dia com o calendário de vacinas são essenciais para evitar problemas durante a gestação”, recomendou a Dra. Maria Elisa Noriler.

 

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